Contato de banhistas com golfinho na Baía de Sepetiba preocupa especialistas

Biólogos pedem que frequentadores da região não toquem no golfinho, pois ele pode transmitir doenças


  • 21/01/2020, 10h27, Foto: Reprodução.

Um golfinho se tornou atração na Baía de Sepetiba e, como é dócil e simpático, muitas pessoas entram em contato e tiram selfies com o animal. Porém, especialistas alertam que este contato pode ser perigoso para ele e para os frequentadores da região. “Ele está na casa dele. A gente pode interagir, mas com cuidado”, destacou o biólogo Israel Maciel. O animal ganhou o nome de Stênio, após uma votação na internet. Ele é da espécie Steno bredanensis e está sendo monitorado por biólogos do Laboratório de Bioacústica e Ecologia de Cetáceos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “É um animal muito sociável e ele está buscando, de fato, as pessoas para interagir”, contou Maciel. Os pesquisadores acreditam que ele se perdeu do grupo e dificilmente vai conseguir se reagrupar. Segundo os estudiosos, quem quiser visitar pode tirar selfies, mas é proibido tocar. Os biólogos pedem que os visitantes sigam o protocolo dos órgãos ambientais.Proximidade com os banhistas Apesar da sociabilidade do animal, os especialistas alertam para o risco do contato. “Há o perigo dele transmitir alguma doença para as pessoas ou a pessoa passar para ele. Ou alguém se machucar nessa interação. Isso que a gente tenta evitar”, afirmou Israel Maciel. Stênio apresenta algumas marcas no corpo e algumas feridas próximas ao olho. De acordo com os biólogos, isso indica que ele está com algumas doenças. O biólogo cita como exemplo a leptospirose, que é uma doença que não afeta os golfinhos, mas que eles podem carregar e servir como transmissores para os seres humanos. Na internet, vídeos mostram contato com os animais. Mas um estudo dos pesquisadores sobre a presença do golfinho na região mostra que o grau de interação com humanos já atingiu o nível quatro, de uma escala que vai até cinco. “Num estágio quatro é quando o animal passa a ser amplamente conhecido pelos locais. Ele está buscando interação com humanos. Quando a gente chega ao estágio cinco, a gente tem dois exemplos na literatura: ou ele volta a se integrar a um outro grupo da mesma espécie, ou acaba vindo a óbito”, alertou o biólogo.

Fonte: G1 (Leia mais abaixo)



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