O governo de Roraima informou neste sábado (23) que dois venezuelanos morreram em confrontos em uma área perto da fronteira da Venezuela com o Brasil. Desde o início do dia, o clima é de tensão na região fronteiriça. Forças de segurança venezuelanas bloqueiam a entrada de ajuda humanitária e manifestantes protestam para a entrada de alimentos e remédios no país.
De acordo com nota da Secretaria de Saúde de Roraima, cinco venezuelanos, feridos por armas de fogo, receberam os primeiros atendimentos em Pacaraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela. O estado de saúde deles é grave e eles foram elevados para o Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista. (Leia mais abaixo)
Desde sexta-feira (22), o hospital recebeu nove pacientes feridos nos conflitos em uma cidade a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. Um dos paciente teve traumatismo craniano e outro lesão no tórax por arma de fogo. Um paciente, em estado grave, respira com ajuda de aparelhos.
No total, 16 venezuelanos foram atendidos em hospitais públicos do estado.
Colômbia registra 285 feridos na fronteira com a Venezuela
A exemplo do que ocorreu na fronteira da Venezuela com o Brasil, a Colômbia também registrou momentos de violência e tensão na região. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou que 285 se feriram nos confrontos em decorrência, sobretudo, dos ataques com gás lacrimogêneo e armas não-convencionais.
Dos 285 feridos, 255 são venezuelanos e 30 são colombianos. No comunicado, o ministério informou também que um grupo de 60 militares venezuelanos, incluindo oficiais, pediram refúgio na Colômbia. De acordo com o texto oficial, a reação dos militares demonstra o descrédito no governo do venezuelano Nicolás Maduro. (Leia mais abaixo)
O comunicado ressalta também que a prioridade do presidente da Colômbia, Iván Duque, é proteger a integridade de pessoas na zona fronteiriça e providenciou o retorno de caminhões para proteger a ajuda humanitária.
“O mundo testemunhou que a Colômbia, Chile, Paraguai, Estados Unidos e muitos países da região estiveram em uma ação humanitária e pacífica multilateral para levar alimentos e remédios para os cidadãos venezuelanos. A Colômbia e a comunidade internacional cumpriram e receberam violência da Venezuela”, destaca o comunicado.
Fonte: Agência Brasil