A segunda-feira pode começar com paralisação parcial de empresas concessionárias, que alegam dificuldades para seguir atuando regularmente nas linhas concedidas pelo município, em função do peso nos custos da alta de mais de 60% dos combustíveis este ano. Os motivos apresentados pelas concessionárias são decorrentes do mercado internacional do barril de petróleo e da crise política que envolve a Petrobras no repasse aos postos da variação desses preços, em um cenário que nada pode poder fazer os poderes públicos concedentes das linhas, como Prefeituras.
Campos tem buscado soluções para os desafios do transporte público no maior município em extensão territorial do Estado do Rio, com a prefeitura adotando ações como a apresentação de projeto de lei para a bilhetagem única e a reformulação dos antigos "terminais de humilhação" da gestão passada, com apresentação das modernas estações de integração, este em preparação para licitação. (Leia mais abaixo)
O projeto da bilhetagem já está na Camara Municipal há semanas, mas vereadores da base de oposição ao governo adiaram sua apreciação e votação em plenário, o que impede que seja implementado. A ideia é que um moderno sistema de controle das informações, pela prefeitura, a partir da bilhetagem eletrônica, em que o passageiro paga apenas uma parte da tarifa, equivalente ao preço da passagem urbana, cabendo ao município a complementação do valor.
O prefeito Wladimir Garotinho tem dito que é fundamental, pelo princípio da gestão e do controle, que haja total domínio das informações que vão gerar o subsídio da diferença pelo poder público: quantos passageiros foram transportados, em que trecho, em que horários.
O sistema de bilhetagem vai oferecer ao município uma matriz de informações e dados sobre os subsídios, e ao mesmo tempo, segurança para o repasse de recursos públicos na forma de subsídios aos operadores, concessionárias de linhas de ônibus e permissionários de vans.