10/12/2015 12h04 Foto: Getty Images

A nova sede da CBF está sendo investigada pela CPI do Futebol no Senado por indícios de superfaturamento na compra do prédio e nas obras além de desvio de recursos, revela o jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira.
A luxuosa construção, localizada na Barra da Tijuca, foi comprada por R$ 70 milhões pela confederação em junho de 2012 - quando estava sob o comando de José Maria Marin (hoje preso nos EUA acusado de corrupção e que dava nome ao edifício) e o vice era Marco Polo del Nero (presidente licenciado da CBF e também investigado pela Justiça norte-americana) - e reformada por R$ 23 milhões.
No entanto, a comissão parlamentar apura que o valor pago pelo prédio e pelas obras teriam sido 30% maiores do que realmente foi.
Além disso, o prédio foi adquirido em parte por intermediários, e os senadores apontam que os contratos possuem suspeitas de desvio de recursos.
A CBF explicou em 2013 no seu balanço financeiro que três empresas independentes avaliaram tecnicamente o valor da compra do edifício.
Porém, "as auditorias contratadas usaram documentos fornecidos pela CBF e, em uma delas, o levantamento admite que não investigou a autenticidade dos papéis, apostando na 'boa fé' da instituição do futebol', afirma a matéria.
Em resposta ao Estadão, a CBF garante que "não existe nenhuma margem para suspeita de superfaturamento da sede da CBF nem de sua reforma".
"A entidade pagou pelo imóvel valores compatíveis com os praticados no mercado imobiliário do Rio à época, em sintonia com os laudos de avaliação de empresas especializadas e em bases inferiores ao valor venal atribuído pela Prefeitura", continua. "Todos os gastos da reforma foram auditados e aprovados sem ressalvas por empresa de auditoria independente".