Comissão de Ética abre processo e dá 10 dias para Silvio Almeida explicar denúncias de assédio

Lula se pronunciou sobre o caso na manhã desta sexta-feira e afirmou achar ‘não ser possível’ permanência do ministro no cargo


  • 06/09/2024, 14h50, Foto: Divulgação .

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República anunciou nesta sexta-feira (6) que vai abrir um procedimento preliminar para apurar as denúncias de assédio sexual envolvendo o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. O prazo para manifestação do chefe da pasta é de 10 dias úteis. A decisão unânime ocorreu após reunião do colegiado para analisar o caso. O ministro nega as acusações.

“Sobre as notícias publicadas em veículos de imprensa nos últimos dois dias, a respeito de supostos casos de assédio sexual envolvendo o Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, e considerando ofício recebido do próprio Ministério, o Colegiado, por unanimidade, deliberou, na 27ª Reunião Extraordinária da Comissão de Ética Pública (CEP), de 6 de setembro de 2024, pela abertura de procedimento preliminar, para solicitar esclarecimentos ao Ministro sobre os fatos narrados”, informou a comissão em nota. (Leia mais abaixo)

Na manhã desta sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou “não ser possível” a permanência do ministro no cargo depois das denúncias de assédio. “Alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”, disse o petista, ao destacar que é preciso conceder direito de defesa a Almeida e defender “apuração correta”.

Lula também declarou que vai discutir a situação do ministro com titulares de outras pastas federais — Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), Vinicius Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). O presidente também vai consultar duas ministras a respeito do cenário, mas não disse quais são essas mulheres.

Uma das supostas vítimas seria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se manifestou sobre as acusações. O ministro dos Direitos Humanos negou os episódios ainda nessa quinta (5), quando o caso veio à tona.

O presidente afirmou que vai conversar com os dois ministros antes de tomar uma decisão e não descartou afastar Almeida, em vez de demiti-lo.

“É isso que vou decidir hoje à tarde. Primeiro, vou conversar com esses três ministros, mais duas mulheres que estão no governo, que são ministras. Depois, vou conversar tanto com o Silvio tanto com a Anielle, e vou tomar uma decisão, porque o governo precisa de tranquilidade”, destacou, em entrevista a rádios goianas. (Leia mais abaixo)



fique bem informado