


Atualizada às 16h38 - Por volta das 15h30 desta terça-feira (19), um grupo de comerciantes voltou a protestar contra o fechamento do comércio por conta do decreto da Prefeitura. O ato foi realizado no mesmo local da manhã, na BR-101, na altura do Trevo da entrada da cidade. Os manifestantes fizeram os bloqueios alternados de 30 minutos nas pistas. Equipes da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal estiveram no local. O ato terminou por volta das 16h45. (Leia mais abaixo)
Após protesto, comerciantes e prefeitura se reúnem O Vice-Prefeito Frederico Paes, o presidente da Câmara Municipal, vereador Fábio Ribeiro, e autoridades da área da Saúde receberam uma comissão de representantes do setor produtivo na manhã desta terça-feira (19) na sede da Prefeitura. Na pauta da reunião foram tratadas questões relacionadas ao Decreto 026/2021 que estabelece restrições da circulação de pessoas para evitar a proliferação do coronavírus que avança de forma preocupante em Campos, com taxa de ocupação dos leitos de UTI em mais de 90%, inclusive nos hospitais da rede particular.
Os comerciantes conheceram os dados científicos que justificam a necessidade de medidas duras para frear o crescimento do número de mortes e de pessoas afetadas pela Covid-19, pondo em risco a capacidade de ocupação de leitos de UTI no município. Os dados foram apresentados pelo subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbel Kury, e pela chefe da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso de Melo.
Ao final da reunião, Frederico Paes recebeu propostas e vai apresentá-las ao Prefeito Wladimir Garotinho. “Nova reunião será feita na sexta-feira (22) com resultado das observações do corpo técnico da Secretaria de Saúde em relação a Covid-19. Conforme a redução dos casos de contaminação, poderemos reavaliar a fase laranja”, ponderou Frederico Paes.
O diretor de Relacionamento Institucional da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Alfredo Dieguez, reconheceu a gravidade do momento e disse ser importante uma ampla mobilização para a conscientização da população.
“Estamos no mesmo barco e não apenas o comércio deve ser penalizado, porque todos precisamos remar juntos com o governo no mesmo sentido. É preciso fazer uma campanha em massa, de impacto, para que a população veja a realidade da Covid-19 nos hospitais e parem de fazer aglomerações. Sugiro que participem da campanha dos dirigentes dos hospitais públicos", completou Alfredo Dieguez. (Leia mais abaixo)
COMERCIANTES PROTESTAM CONTAR FECHAMENTO DO COMÉRCIO; PREFEITURA PERMITE DELIVERY - Veja vídeo ao final das informações Dezenas de empresários de Campos realizam um protesto pacífico, na manhã desta terça-feira (19), na BR-101, nas proximidades do antigo Trevo do Índio, entrada da cidade, contra o decreto da Prefeitura que determinou o fechamento do comércio a partir de hoje como medida para evitar novas contaminações pelo coronavírus. Em seguida, os manifestantes foram para sede da Prefeitura de Campos, onde esperam se reunir com membros do governo para discutir o assunto.
Os manifestantes se reuniram inicialmente em frente a um grande atacadista que fica na Avenida Arthur Bernardes, perto do antigo Trevo do Índio. Eles colocaram fogo em pneus e fecharam a BR-101. "O governo está equivocado. O comércio não é responsável pela transmissão da Covid, isso já está mais do que comprovado. Queremos abrir nosso negócio", disse um dos manifestantes. Comerciários também se juntaram aos comerciantes na manifestação.
Enquanto isso, em nova decisão publicada na manhã desta terça-feira, a Prefeitura de Campos permite que o comércio em geral atenda em sistema delivery. A edição do Diário Oficial desta terça faz uma retificação ao Decreto Municipal nº 026/2021 que dispõe sobre a mudança de fase semanal e determina o fechamento temporário do comércio de Campos - o que foi adiantado pelo Campos 24 Horas em primeira mão no último fim de semana (AQUI) - por conta do avanço dos casos de Covid no município. (leia abaixo)
O novo decreto inclui como atividades comerciais suspensas, além das que já divulgadas ontem, clubes e outros estabelecimentos congêneres, além clinicas de estéticas. Para bares, restaurantes, lanchonetes e congêneres a venda sob sistema take away será até as 23h e o delivery sem restrição de horário.
Entre as atividades liberadas houve a inclusão de laboratórios, óticas, além de lava jatos e limpezas de veículos. Quanto ao acesso às entidades de classes, sindicatos e congêneres por parte dos funcionários e afilados, deve ser obedecida além das regras em geral, o distanciamento de dois metros entre as pessoas e o funcionamento em dias úteis. (Leia mais abaixo)
As medidas serão fiscalizadas pelo Departamento de Fiscalização da Secretaria de Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Posturas, que poderão exercer seu poder de polícia sanitária. Os estabelecimentos que desrespeitarem as medidas poderão ser interditados e sofrerem as demais penalidades cabíveis.
O subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury explica que as medidas foram tomadas para preservar vidas e para não chegar ao ponto do colapso na rede de saúde. “Se não pararmos agora o sistema de saúde vai entrar em colapso. As vagas em leitos que estavam ocorrendo não era porque as pessoas estavam recebendo alta para ir para casa, mas sim porque estavam morrendo, a chamada alta por morte. Isso é muito grave e não queremos isso. O fechamento é temporário, mas necessário para reduzirmos a transmissão viral e essa pressão no sistema de saúde público e privado”, disse.