(VEJA VÍDEO AO FINAL DA MATÉRIA) - Comerciantes de Campos, principalmente da área central da cidade estão conscientes de que, no momento, a recomendação para que as pessoas não saiam de casa é a mais prudente para combater o vírus COVID-19, mas, nem por isso deixam de já começar a contabilizar seus prejuízos. A maioria dos lojistas afirma que, em apenas quatro dias, contando a partir de segunda-feira (16), o movimento diminuiu em mais de 60%. Mas para alguns, existe uma solução.
O comerciante Sebastião Batista, com mais de 40 anos de experiência no ramo, sendo 15 deles somente no Centro da cidade, diz que os comerciantes vêm amargando prejuízos desde o Governo Temer, o que se agravou ainda mais nos dias atuais. Ele afirma que não lembra de nenhum momento de crise, maior ou igual a que está acontecendo atualmente por conta do coronavírus. (Leia mais abaixo)
- Aqui na minha loja o movimento caiu mais de 80%, não entra ninguém, é o dia todo vazia, o que não acontecia principalmente em um dia como hoje, quase final de semana. E a gente fica preocupado, porque tem que pagar funcionários, impostos que não são poucos e não temos recursos, porque se não tem freguês, como ter dinheiro?”, afirma o comerciante.
Embora os governos municipal, estadual e federal tenham dado prazo de prorrogação de alguns impostos – SIMPLES, FGTS, INSS, IPTU, entre outros - neste momento de crise, Sebastião afirma que são válidos, mas quando acabar a crise, terão que ser pagos de qualquer forma. “Prorrogação não é isenção. Apenas o pagamento está sendo jogado lá pra frente”, analisa Sebastião Batista.
POSSÍVEL SOLUÇÃO?
Para o comerciante, o que poderia ser interessante para todos do ramo seria uma linha de crédito por parte dos governos, com juros mais baixos e prazo mais longo prazo para pagar. “Muitos comerciantes vão quebrar, vão fechar as portas. Se eles não vendem não têm dinheiro e se não têm dinheiro, como arcar com os compromissos todos. Vão tirar dinheiro de onde?”, questiona Sebastião Batista.
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