04/11/2016 18h03 | Foto: Divulgação - Atualizada em 05/11 às 14h31


A programação de inauguração das obras de reurbanização do espaço público e da sede da Academia Campista de Letras (ACL), que marca o centenário da entrega pelo então presidente do Estado (na nomenclatura atual seria Governador do Estado) Nilo Peçanha, começou no dia 14 de outubro deste ano e neste sábado (5), aconteceu sessão solene, na Academia Campista de Letras, na Praça Nilo Peçanha (Jardim São Benedito). A solenidade com descerramento de placa alusiva às obras foi conduzida pelo presidente da ACL, Hélio de Freitas Coelho, contando com diversas autoridades.
- A primeira escola ao ar livre foi a Academia Campista de Letras, com 77 anos de existência e, hoje, estamos nesse prédio que completa 100 anos, inaugurada no dia 05 de novembro de 1916 pelo abolicionista Nilo Peçanha. A história precisa ser contada, temos que olhar com os olhos de antes e não os de hoje - destacou o presidente da ACL, Hélio de Freitas Coelho.
Ao fim da solenidade no Jardim São Benedito houve caminhada pelas Ruas Saldanha Marinho, 13 de Maio, Boulervard Francisco de Paula Carneiro, Praça São Salvador e Avenida 15 de Novembro (Beira-Rio). A caminhada foi finalizada no Obelisco, em frente à Igreja Presbiteriana, onde ocorreu mais uma solenidade para entregue da restauração daquele marco centenário.
Ainda no sábado (5), às 18h, será realizada uma exposição de peças do Museu Maçônico do Rio de Janeiro, “O maçom Nilo Peçanha, sua obra, seu legado”, no auditório Cristina Bastos, no Instituto Federal Fluminense (IFFluminense - Campus Centro). O evento contará com a presença de grandes autoridades maçônicas estaduais e federais.
Estiveram presente o representante do presidente da Câmara Municipal de Campos, Avelino Ferreira, Superintendente do Conselho de Preservação Histórica e Cultural, Orávio de Campos, representante da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Jorge Willian Cabral, a gerente do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard e o comandante da Guarda Civil Municipal, Carlos Augusto Leão.
Nilo Peçanha
Nilo Peçanha nasceu em 2 de outubro de 1867, em Campos dos Goytacazes. Seu pai era conhecido na cidade como “Sebastião da Padaria”. A família vivia pobremente em um sítio no atual distrito de Morro do Coco, até que se mudou para o Centro da cidade, quando Nilo Peçanha chegou à idade escolar.
Fez os estudos preliminares em sua cidade, no Colégio Pedro II. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo e depois na Faculdade do Recife, onde se formou.
Foi descrito como sendo mulato e frequentemente ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele. Durante sua juventude, a elite social de Campos chamava-o de “o mestiço de Morro do Coco”.
Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou a carreira política ao ser eleito para a Assembleia Constituinte em 1890. Em 1903 foi eleito sucessivamente senador e presidente do Estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906, quando foi eleito vice-presidente de Afonso Pena.
Com a morte de Afonso Pena, em 1909, Nilo Peçanha assumiu o cargo de presidente. Ao fim do seu mandato, retornou ao Senado em 1912 e, dois anos depois, foi novamente eleito presidente do Estado do Rio de Janeiro.
Em 5 de novembro 1916, então presidente do Estado do Rio de Janeiro, Nilo Peçanha contemplou a cidade de Campos com um pacote de obras de reurbanização do espaço público e da sede da ACL .