10/11/2015 às 09h50 - Foto: Sup. de Comunicação

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou cerca de 6.500 fiscalizações em pontos estratégicos este ano. Ferros-velhos, borracharias e hospitais estão entre esses locais, considerados cruciais no combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Somente em 2015, foram realizados 15 mutirões em diversos pontos da cidade, visitando mais de 80 mil imóveis.
Cerca de 400 agentes continuam fazendo o trabalho de rotina diariamente, inclusive visitando terrenos baldios e ferros-velhos. De acordo com o coordenador do Programa de Combate a Dengue e Roedores, Claudemir Barcelos, o CCZ solicitou apoio do Ministério Público em cerca de 10 ações este ano, a fim de garantir e autorizar a entrada dos agentes em imóveis que eram alvo de denúncias.
- Quando necessário, contamos com o GAP (Grupo de Apoio aos Promotores de Justiça). Geralmente são imóveis fechados que representam problemas. Solicitamos que os proprietários retirem os materiais inservíveis e quando não o fazem, o MP permite nossa entrada, para que a população não fique exposta aos riscos. Neste caso, os proprietários ficam sujeitos a multas aplicadas pela Postura Municipal - disse o coordenador.
O prontuário eletrônico da dengue, com sistema de georeferenciamento, da Secretaria de Saúde, é outro diferencial no combate ao vetor, com rápida identificação dos focos, disparando o bloqueio epidemiológico. A utilização dos carros fumacês é mais uma ferramenta.
- A população não deve se descuidar. Ao contrário, precisa reforçar os cuidados e o trabalho de prevenção, para não termos um novo surto da doença. Se não exercemos nossa cidadania e não fizermos o dever de casa, criaremos um ambiente propício para que as larvas do Aedes aegypti se propaguem – destacou o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão.