Polícia Militar usa helicópteros para distribuir PMs em batalhões bloqueados

Foram convocadas duas representantes de cada batalhão


  • 11/02/2017 08h07 | Foto: Extra.
Atualização às 16h54 - Com bloqueios de mulheres de PMs na frente de 29 unidades da Polícia Militar, a corporação começou a empregar helicópteros do Grupamento Aeromarítimo (GAM) para transportar e distribuir policiais, especialmente de tropas especiais, nas ruas da cidade. No 16º BPM (Olaria), a troca de turno foi impedida por protestos, mas as ruas dos bairros da Penha e de Ramos continuam sendo policiadas com trocas de turno auxiliadas pelas aeronaves. A reportagem apurou que, neste sábado, foram feitas pelo menos quatro viagens com helicópteros do GAM, somente no Batalhão de Olaria, de onde saem policiais militares também para o patrulhamento nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Penha e da Vila Cruzeiro. A Polícia Militar informou que “está utilizando dos meios disponíveis para colocar o policiamento nas ruas nos locais onde há impasse com os manifestantes”. A corporação ressaltou ainda que está em diálogo constante com as lideranças a fim de conscientizar sobre a importância da saída do policiamento. — Nós estamos adotando todas as medidas para garantir a segurança dos cidadãos nas ruas. O helicóptero está sendo utilizado principalmente para a troca de turnos e distribuição de tropas especias como Bope (Batalhão de Operações Especiais), Choque e BAC (Batalhão de Ações com Cães) — informou o major Ivan Blaz, porta-voz da PM. Com informações do Extra. Comando da PM convoca mulheres de policiais para reunião no quartel general Atualização às 15h01 - O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, convocou representantes das mulheres de policiais militares para uma reunião, na tarde deste sábado (11), no quartel general da corporação. Foram convocadas duas representantes de cada batalhão, com objetivo de tentar uma solução para o movimento que bloqueia diversas unidades desde ontem (10), impedindo a saída de viaturas. A Polícia Militar (PM) garante que 97% do efetivo policial está nas ruas. Em um trajeto de 20 quilômetros por quatro bairros da zona norte, entre 10h e 12h, a reportagem da Agência Brasil contou seis viaturas, sendo que duas delas estavam paradas em cruzamentos. Em frente ao 4º Batalhão, no bairro de São Cristóvão, as esposas de policiais impediam a saída de qualquer viatura. “A mobilização está tranquila, estão entrando viaturas, mas não estão saindo. Quem entra, não sai. Estamos dispostos a conversar com o comando, mostrar nossas reivindicações. Para finalizar o movimento, não é só regularizar o 13º e o salário. Tem as condições de trabalho, como escalas melhores, viaturas que não estraguem, equipamentos novos”, disse Luciana Guimarães. Outro grupo de mulheres impedia a saída de viaturas do 6º Batalhão, no bairro da Tijuca, também na zona norte. Além de esposas havia também mães de policiais. “Ele escolheu e ama ser policial. Mas eu fico angustiada. Porque a gente não sabe se eles voltam. Mexe com o coração da gente. Se dependesse de mim, ele não seria policial”, disse Margarida Carvalho, que é mãe de um policial. As esposas dos PMs reivindicam a regularização no pagamento de salário, o décimo-terceiro salário, o pagamento de horas-extras, conhecidas como Regime Adicional de Serviço (RAS) e melhorias nas condições de trabalho e de equipamentos. Com informações da ABr. Parentes continuam protestos em batalhões; serviços não são afetados Familiares de policiais militares do Rio de Janeiro mantiveram protesto neste sábado (11) na porta de vários batalhões pelo segundo dia seguido. Segundo a corporação, 29 das 100 unidades têm manifestações, por melhores condições de trabalho, pelo pagamento do 13º salário e pelo regime adicional de serviço (RAS). Apesar das manifestações, o policiamento nas ruas segue ocorrendo, segundo a corporação. Pelo Twitter, a PM tem postado fotos de viaturas deixando os batalhões e circulando pela cidade. Os serviços públicos não estão afetados. "Não existe paralisação da Polícia Militar e sim uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. A Corporação está atenta às manifestações e conscientizando a tropa da importância da presença policial nas ruas. O patrulhamento está sendo realizado normalmente. As rendições, quando necessárias, são realizadas no lado externo e locais que apresentaram maiores problemas estão com apoio de outras Unidades", informou a PM, em nota. A polícia fez ainda um apelo aos manifestantes: "Não impeçam o ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população." No 4º BPM (São Cristóvão) e no 23º BPM (Leblon), quem chegava para trabalhar na manhã deste sábado tinha o RG anotado. Quem saía, era impedido de levar a farda. Os carros de passeio eram revistados e viaturas, barradas. No batalhão de Mesquita (20º), havia bloqueio para entrada, mas a saída de agentes era liberada. Em Caxias, estava bloqueada a entrada e a saída de policiais. Alguns agentes aguardavam do lado de fora para fazer a rendição. A equipe de reportagem da TV Globo viu carros de PMs policiando o município. Durante a noite, um carro blindado da Polícia Militar estacionou ao lado de um grupo de familiares que estava acampado em frente ao 16º BPM (Olaria), na Zona Norte do Rio. O caveirão passou a madrugada no local por causa da presença do grupo. Outras corporações reforçam segurança As manifestações começaram na sexta-feira (10). À noite, o secretário de Segurança Roberto Sá informou, durante entrevista coletiva que outras corporações, como a Polícia Civil e guardas municipais de municípios da Baixada e de Niterói colocaram seus efetivos à disposição para ajudar em rondas durante eventuais carências de patrulhamento durante manifestações em batalhões da PM do Rio. De acordo com o secretário, as prefeituras de Niterói e de Duque de Caxias também ofereceram ajuda para o abastecimento de viaturas da Polícia Militar. Sá afirma que o policiamento cobriu todos os lugares do Rio, apesar de um prejuízo de 5% a 10% no total de policiais. O secretário pediu para que boatos não sejam repassados. "Isso causa um pânico que não interessa ninguém', afirmou. Fonte: G1-RJ



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