Comandante da PM é alvo de buscas do Ministério Público

Outros agentes também são investigados; Ação foi acompanhada pela Corregedoria da Corporação na manhã desta quinta-feira


  • 05/11/2026, 13h46,, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - O comandante do 23º BPM (Leblon), Ângelo Barbosa Castro, e outros policiais militares foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), nesta quinta-feira (5). 

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Corporação. Segundo o MPRJ, o procedimento tramita sob sigilo, por isso não é possível divulgar outras informações.

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Em nota, a PM informou que segue acompanhando os desdobramentos da investigação e colaborando integralmente com as diligências do MPRJ.

O agente atua na corporação há cerca de 30 anos. Durante a carreira, já passou pelo comando do 7ºBPM (São Gonçalo) e 20ºBPM (Mesquita).

A reportagem não localizou a defesa do comandante. O espaço está aberto para eventuais manifestações. Outras operações No início de outubro, a Polícia Civil, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), realizou uma operação contra um esquema de tráfico de drogas e armas ligado à facção Comando Vermelho, que contava com a participação de policiais militares. A ação teve como objetivo cumprir mandados de prisão em endereços em Del Castilho e na Penha, na Zona Norte; em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; e em Maricá, na Região Metropolitana.   Segundo as investigações, os policiais militares utilizavam a própria função para favorecer as atividades do grupo, inclusive por meio do repasse de informações privilegiadas e do envolvimento em negociações clandestinas de armamentos e munições.

A investigação teve início em outubro de 2023, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), prenderam o então policial militar da ativa Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, juntamente com Marcos Leandro de Oliveira Serra, conhecido como Kiko, durante o transporte de uma carga de mais de 100 quilos de cocaína na Avenida Brasil. Ao longo das apurações, os agentes identificaram indícios de que o episódio não era um caso isolado. Segundo a DRE-CAP, os envolvidos integravam uma estrutura criminosa responsável pela aquisição, pelo transporte e pela distribuição de grandes quantidades de drogas e armamentos destinados ao Comando Vermelho (CV). O grupo atuava com divisão de tarefas e funções coordenadas entre seus integrantes.



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