
Com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar por ampla maioria a candidatura ao Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base na Lei da Ficha Limpa, candidatos iniciaram a disputa pelo espólio de votos do petista.
Lula tinha 39% das intenções de voto, segundo a pesquisa mais recente do instituto Datafolha. O PT agora vai tentar transferir ao máximo os votos para o ex-prefeito Fernando Haddad, que deve assumir a vaga de titular na chapa.
Ligou o alerta no partido o fato de, no Datafolha, a candidata da Rede, Marina Silva, ser a que mais se beneficia dos votos lulistas no cenário sem o ex-presidente na disputa. Ela passa de 8% para 16%. Ciro Gomes (PDT) também cresce de forma expressiva no cenário sem Lula.
Nos últimos dias, tanto Marina quanto Ciro fizeram acenos à esquerda e ao próprio eleitorado petista para tentar herdar parte dos votos de Lula.
Até aqui, a estratégia do PT foi dar o máximo de visibilidade possível ao ex-presidente . Essa tática deu certo, porque ele ganhou mais exposição que os demais candidatos e cresceu nas intenções de voto.
No núcleo petista a percepção é que esse crescimento pode ajudar Fernando Haddad, porque Lula parte de uma base maior de intenções de voto.
Mas há a preocupação pelo fato de que os outros candidatos já começam a se movimentar de forma intensa para atrair votos onde tradicionalmente Lula é mais forte, como na região Nordeste.
Por isso, a ordem no PT é colar ao máximo à imagem de Haddad à de Lula. Inicialmente, o PT tentava alongar a exposição de Lula no horário eleitoral. Mas com a decisão do TSE, o partido reconhece que terá que fazer a transição para Haddad de forma mais abrupta.
Fonte: G1