09/09/2015 às 7h45 - Foto: Mowa Press

Mesmo começando no banco, Neymar mostrou que é o dono da bola ao dar um show no segundo tempo da vitória por 4 a 1 do Brasil sobre os Estados Unidos, nesta terça-feira, em Foxborough, no último amistoso antes das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.
O camisa 10, que entrou no intervalo, marcou dois gols, o segundo uma pintura, deixando claro que fará muita falta ao cumprir suspensão nas duas primeiras rodadas das eliminatórias, contra Chile e Venezuela.
Até a entrada de Neymar, o principal destaque da seleção foi o meia Willian, que infernizou a defesa americana e foi decisivo na jogada do primeiro gol, marcado por Hulk, que já tinha deixado sua marca no último sábado, na vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica.
Outro jogador que entrou muito bem foi Lucas, do Paris Saint-Germain, que mostrou bom entrosamento com Neymar e deu ótimo passe para Rafinha Alcântara anotar o terceiro gol, pouco depois de ambos entrarem em campo.
A seleção americana, que vinha de uma derrota humilhante para Jamaica (2-1) nas semifinais da Copa Ouro, estava totalmente apática em campo, e sofreu sua 15ª derrota em 16 jogos contra o Brasil.
O jogo foi disputado no estádio que receberá nesta quinta-feira a abertura da temporada da NFL, com o time da casa, o New England Patriotas, do astro Tom Brady, marido da modelo brasileira Gisele Bundchen, enfrentando o Pittsburgh Steelers.
- Willian brilha no primeiro tempo -Apesar do apoio da sempre patriota torcida americana, só deu Brasil na terra do Tio Sam.
Os comandados de Dunga entraram com tudo na partida, com forte pressão sobre a saída de bola adversária.
A estratégia deu certo logo aos nove minutos de jogo. Willian aproveitou uma bola perdida pelos americanos, arrancou pelo meio, invadiu a área e acertou a trave ao tentar um cruzamento. Hulk apareceu para pegar o rebote, deu um corte seco no marcador para limpar a jogada e fuzilou o goleiro Guzan de direita.
Os Estados Unidos reagiram logo aos 12, com Altidore, que ficou cara a cara com Marcelo Grohe e foi travado por Miranda na hora de finalizar.
Dunga precisou fazer a primeira substituição aos 22, quando Miranda sentiu dores e deu lugar a Marquinhos. A braçadeira de capitão foi para David Luiz.
O Brasil continuou mandando no jogo, com destaque para Willian, que levava a defesa americana à loucura pela direita, com sua velocidade e seus dribles endiabrados. Aos 28, o meia do Chelsea levantou a torcida com um 'elástico' que deixou o marcador desnorteado.
O perigo sempre vinha pelas laterais, e Douglas Costa também mostrava habilidade na esquerda. Aos 25, o atleta recém-contratado pelo Bayern de Munique driblou o lateral Cameron com estilo, antes de emendar um chute cruzado de canhota que o goleiro defendeu sem problemas.
Aos 34, foi a vez de Fabinho ameaçar a meta americana. O lateral do Monaco invadiu a área pela direita, cortou um marcador e soltou a bomba, mas foi travado pela zaga.
Marcelo também apareceu com perigo na esquerda, com um belo chute que Guzan espalmou para escanteio.
- Neymar chega a 46 gols com a seleção -Dunga resolveu mudar o ataque no intervalo, colocando Neymar e Firmino no lugar de Willian e Hulk, protagonistas da jogada do primeiro gol.
O camisa 10 recuperou a faixa de capitão e precisou de apenas cinco minutos para balançar as redes, num pênalti que ele mesmo sofreu, ao ser derrubado na área por Cameron.
Neymar não era o único a querer mostrar serviço. Lucas e Rafinha Alcântara entraram aos 18 e brilharam logo em seguida.
O atacante do Paris Saint-Germain tabelou com Neymar, que deixou a bola passar com inteligência, e cruzou rasteiro para o filho de Mazinho, que deu um drible espetacular em Cameron e fuzilou Guzan para fazer 3 a 0.
Neymar voltou a brilhar três minutos depois. Em outra boa jogada iniciada por Lucas, o capitão entortou dois marcadores e finalizou com um toque sutil, anotando seu 46º gol com a camisa da seleção.
Danny Williams salvou a honra dos americanos nos acréscimos com um belo chute de fora da área, mas o ovacionado no fim do jogo foi Neymar, em mais uma noite inspirada, justamente às vésperas de duas partidas cruciais que o Brasil terá que jogar sem ele.