Dengue: risco de epidemia descartado e morte
quinta-feira, 5 de junho de 2014 - Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas
Secretário confirma informações que já havia adiantado em entrevista ao Campos 24 Horas

Durante entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira(05), o secretário de Saúde de Campos e vice-prefeito, Doutor Chicão, descartou a possibilidade de epidemia de dengue no município.
O Secretário ainda anunciou a implantação de um novo protocolo de atendimento para dengue. O fluxo de assistência contém informações que visam orientar os profissionais da área de saúde, das redes pública e particular, quanto ao diagnóstico precoce e preciso da doença.
Ele informou que foram notificados 500 casos de dengue este ano, dos quais somente 20 confirmados. Participaram da coletiva o subsecretário Dante Lucas, o diretor do Centro de Referência da Dengue (CRD), Luis José, e o diretor do Centro de Controle de Zoonoses, Cesar Salles.
Como o Secretário de Saúde já havia adiantado ao Campos 24 Horas, a morte da menina de dois anos no Hospital Ferreira Machado(HHFM) ainda está sendo investigada, ou seja, a causa da morte pode não ter sido por dengue.
Ela morava no Parque Rosário, onde nenhum foco do mosquito transmissor foi encontrado, assim como na escola onde a menina estudava, localizada na área central da cidade.
“O atestado de óbito diz que a menina teve uma insuficiência respiratória e uma pneumonia por vírus ou por bactéria. Somente após alguns dias da morte se resolveu fazer uma sorologia para dengue, que é um exame com uma especificidade, mas não com poder confirmatório”, afirmou Doutor Chicão, que acrescentou: “Por essa razão fala-se no atestado que dentre as causas morte da menina está a dengue”.
Casos suspeitos
O primeiro caso é de uma mulher de 47 anos, do Jóquei Clube, que morreu no final do mês de março, cujo material colhido enviamos para o Lacen, e que, recentemente, confirmou como resultado positivo para dengue. O segundo caso é de uma menina de 1 ano e seis meses, falecida em abril, do Parque Califórnia, que ainda está em investigação para dengue.
O terceiro caso, segundo Charbell, é o de uma menina de 2 anos, do Parque Rosário, que pode se tratar de um novo caso de reação cruzada. Ele lembra que apesar da primeira hipótese ter sido para H1N1, a dengue entrou como diagnóstico secundário, conforme consta no atestado de óbito e com base na sorologia positiva para dengue. A amostra foi enviada para o Lacen e a Fiocruz, para finalizar o prontuário.