Atualizado: segunda-feira, 1º de setembro de 2014 - Foto: Campos 24 Horas
Postado por: Fabiano Venancio
Há mais de 30 anos trabalhando num mesmo ofício e com a mesma vontade de ajudar a fazer com que o outro consiga galgar caminhos melhores, independente de cargo ou salário que receba para isso. Altruísmo é a palavra chave para uma pessoa que acabou incorporando um seu nome o departamento que representa. Desta forma, se na Prefeitura de Campos alguém perguntar por Rosa Christina Morisson, poucos podem conhecer. Mas se perguntarem por Rosa da Coesa, todos sabem, principalmente as 70 entidades sociais e os 13 clubes de serviço (Lions Club, Câmara Júnior, Clube dos Castores e outros) afiliados à Comissão de Entidades Sociais e Assistenciais do Município (Coesa), criada há 37 anos pela então primeira dama do município, Elizabeth de Aguiar Correia, mulher do Prefeito da época, Raul Linhares Correia.
O nome Coesa (o departamento é ligado ao gabinete da Prefeita Rosinha Garotinho) hoje é uma força quando se fala em benemerência, com expansão se serviços, não mais somente promovendo festas e eventos públicos para arrecadação de verba para as entidades sociais, mas agora com um bazar bem no coração da cidade, onde as pessoas podem encontrar desde produtos usados, até os zerados, tudo com renda para as entidades. É por isso que Rosa da Coesa, funcionária estatutária da Prefeitura, já com mais de 30 anos de serviços prestados, não pensa em se aposentar. “Eu gosto de ajudar, não sei ficar longe das minhas entidades sociais”, acrescenta.
Campos 24 Horas – A senhora fala em entidades afiliadas à Coesa. Quantas estão nesta lista?
Rosa – Olha, atualmente estamos com 70 entidades afiliadas e mais 13 clubes de serviço, todos esses com relevantes serviços sociais prestados à comunidade, seja com distribuição de alimentos, enxoval de bebê, medicamentos, roupas, atendimento social diverso e algumas até com atendimento médico. E a Coesa está aí para ajudá-las, a partir dos eventos que promove. Para você ter ideia, algumas entidades contam com esses eventos promovidos pela Coesa para engrossar o orçamento.
Campos 24H– E que eventos são esses?
Rosa – Vários. Jantar das Mães, Festival da Coesa junto com a Festa de São Salvador, Rancheirada da Coesa que está acontecendo essa semana, Chocolate da Coesa, Desfile beneficente promovido por Nelcimar Pires e Show de Prêmios que tradicionalmente é feito no último domingo de outubro, mas em época de eleição passamos para novembro. Sem falar no nosso bazar, também aberto às entidades.
Campos 24H Mas como é o mecanismo? Qualquer entidade pode participar?
Rosa – Pode, desde que legalizada e é claro, com serviço prestado, ata e tudo mais. A entidade tem que participar de reuniões, é entregue ficha de inscrição para os eventos e com prazo de entrega, tudo certinho. Nos eventos não podemos comportar as 70 entidades mais os 13 clubes, ou seja, os 83 afiliados, por isso, distribuímos as fichas no período dos eventos e damos preferência àqueles que obedecerem o prazo de entrega das fichas. Também tem festa que não é conveniente para determinada entidade, por falta de material humano, levando em conta que a maioria trabalha com voluntários.
Campos 24H- E elas têm mesmo retorno financeiro?
Rosa – Claro que tem, senão, não participariam com tanta assiduidade. Acontece que muitas entidades têm outros meios para conseguir renda, não sobrevivem somente da Coesa, mas também muitos são carentes demais. Algumas conseguem faturar para segurar até um mês de atendimento que fazem nas suas obras sociais. Teve entidade que conseguiu arrecadar até R$ 8 mil no Festival da Coesa, livre de despesas, o que para elas é muito bom.
Campos 24H– E o bazar que a senhora citou?
Rosa – Há, é um bazar, mas para mim e para as entidades é uma loja muito bacana. Hoje nós temos nove entidades dentro do bazar, que comercializa seus diversos produtos, alguns usados e outros zerados. Os usados são quase novos, porque as entidades antes de colocar à venda, reciclam o material, fica uma beleza. E tem os novos, doados pelo comércio, como roupas de festas, roupas do dia a dia, ternos, bolsas e bijuterias. Tem até roupas doadas por estilistas, como algumas peças de Nelcimar Pires, nosso grande parceiro. Tudo muito conservado, porque eu não aceito nada velho, sem condições de uso. Os produtos ficam no bazar em sistema de consignação e as entidades ficam com uma pessoa delas no local para movimentar o caixa. Eu não me envolvo com dinheiro nenhum.
Campos 24H – E o desfile beneficente, outra marca da Coesa?
Rosa – É verdade. Já são 15 anos desse evento, promovido por Nelcimar Pires, que também não ganha nada em termos de dinheiro com isso. Ele empresta seu nome, sua criatividade e seu talento, confecciona as roupas e leva os modelos para apresentá-las às entidades. Estas, por sua vez, ganham na venda dos ingressos para o desfile. E depois ele comercializa por conta própria essas roupas, é claro. Mas toda a renda daquela noite é para as entidades sociais afiliadas à Coesa. E lota o Trianon, porque ele é um talento.
Campos 24H- Fala um pouco sobre o Show de Prêmios...
Rosa – Outro evento que sempre é sucesso em termos de retorno para as entidades e tudo é doado pela comunidade, comércio, indústria, secretários que eu também peço muito, enfim, todo mundo ajuda para que a Coesa consiga o maior número de brindes possíveis para o Show de Prêmios. As entidades vendem as cartelinhas e os ingressos antecipados, com a renda toda para elas, como nas demais festas.
Campos 24H – Pelo que a senhora fala, no final é uma confraternização das entidades de Campos. É isso?
Rosa – Isso mesmo, na Coesa elas se conhecem, se entendem e se ajudam. A entidade Obra do Berço, por exemplo, se recebe uma quantidade maior de enxovalzinho, reparte com outra entidade que está precisando e por aí vai. O mesmo acontece com o Grupo Felipe Uébe se tiver alguma coisa em quantidade, reparetindo com quem tem menos. E por aí vai.