O desembarque do Código Tributário enviado pelo Executivo à Câmara de Vereadores para audiência Pública e votação, está gerando polêmica com as entidades representativas de classe, que estão questionando vários pontos que, segundo elas, reajustam taxas e tributos em percentuais proibitivos.
Nesta terça-feira (05), houve uma reunião do empresariado na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan/NF), quando o assunto foi discutido. Na véspera, na noite de segunda-feira (04) durante uma assembleia de associados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o tema também foi debatido e foram muitas as críticas sobre o tratamento final que o Executivo deu ao projeto. (Leia mais abaixo)
- Fizemos várias rodadas de negociação com a equipe do prefeito Rafael Diniz. Reconhecemos as dificuldades do governo, mas também é preciso entender que os empresários e os trabalhadores não conseguem pagar mais impostos - disse o presidente da CDL, Joílson Barcelos.
O presidente da CDL foi prudente, acrescentando que o empresariado não quer fechar o canal de entendimento com o governo municipal. “Muito pelo contrário. Queremos colaborar com soluções. Tanto que, na próxima segunda-feira (11) teremos uma reunião aqui, quando o Código Tributário voltará a ser debatido e com agentes do governo municipal”, disse Joílson.
Ele disse, ainda, que desde o começo da crise sobre o perfil do Código Tributário, a entidade contratou o advogado tributarista, Carlos Alexandre. Ele ponderou que, infelizmente, não pode descartar a possibilidade de questionar itens do código na Justiça, mas acredita ainda em uma negociação na reta final, destacando que considera Rafael Diniz um político bem intencionado com capacidade de entender a gravidade da situação.