Campos 24 Horas – Um estudo identificou resíduos de cocaína em tubarões e raias encontrados na costa da zona Oeste do Rio de Janeiro. Além da droga, foram localizadas outras substâncias conhecidas como Contaminantes de Preocupação Emergente (CEC, sigla em inglês).
Segundo o artigo do Laboratório de Avaliação e Promoção de Saúde Ambiental da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), publicado no último dia 18 de junho na revista norte-americana Science Direct, estes contaminantes podem ser antibióticos, anti-inflamatórios, pesticidas e substâncias ilícitas. Apesar de apresentaram riscos à saúde marinha e humana, eles não são monitorados. (Leia mais abaixo)
Os CECs "se tornaram uma preocupação crescente em ambientes aquáticos por causa da atividade biológica em baixa concentração e remoção incompleta durante processos de tratamento da água", afirma um trecho do estudo.
Os pesquisadores analisaram amostras do fígado, cérebro e músculos dos elasmobrânquios (tubarões e raias) e detectaram resíduos em sete indíviduos localizados no mar do Recreio dos Bandeirantes.
Vários químicos foram encontrados nas espécies jovens de raia-borboleta (Gymnura altavela) e tubarão-martelo (Sphyrna lewini e Sphyrna zygaena). Uma raia G. altavela foi identificada com a maior diversidade de substâncias: benzoilecgonina, cocaína, diclofenaco, sulfametoxazol, fipronil, e piroxicam.
O artigo afirma que a ocorrência conjunta entre cocaína e benzoilecgonina, que é a principal substância metabólica da droga, sugere uma exposição recente relacionada a esgoto.
Fonte: CNN (Leia mais abaixo)