Um vídeo publicado pela tutora Beatriz Lopes, no perfil @_bia.lopes, mostra uma situação que foge da imagem tranquila associada a animais exóticos: Bina, uma grande píton albina, deixou fezes espalhadas pelo piso e transformou a limpeza em parte central da rotina.
Na legenda, Beatriz identifica a cobra como Python molurus e afirma que a diarreia foi provocada por protozoários. Segundo ela, o animal recebeu tratamento e está bem. A causa clínica e a recuperação são informações da própria tutora; o Campos 24 Horas não teve acesso a laudos ou prontuários veterinários.

A nomenclatura merece uma explicação. A píton-birmanesa já foi tratada como uma subespécie, Python molurus bivittatus, mas a classificação zoológica atual a reconhece como espécie própria, Python bivittatus. O padrão amarelo e branco visto no vídeo é compatível com uma morfologia albina. A identificação editorial parte da legenda da tutora e não substitui exame do animal.
Fezes fora do padrão, diarreia, perda de apetite ou mudança de comportamento não devem ser tratadas apenas como incômodo de limpeza. Répteis precisam de avaliação de veterinário com experiência nesses animais, especialmente quando o sinal persiste. O vídeo, sozinho, não permite confirmar parasitas nem indicar tratamento.
O Manual Veterinário Merck recomenda retirar rapidamente fezes e restos de alimento, manter água limpa e usar substratos que possam ser substituídos quando sujos. Água e sabão costumam ser suficientes para a limpeza rotineira; produtos inadequados podem ser tóxicos, e qualquer desinfetante precisa ser usado na concentração correta e bem enxaguado.

Também é importante lavar as mãos depois de tocar no animal ou no recinto e não fazer a higienização em áreas de preparo de comida. Temperatura, umidade, tamanho do recinto e alimentação variam conforme a espécie, idade e estado de saúde. No caso de pítons de grande porte, o manejo exige estrutura, experiência e atenção redobrada à segurança.
No Brasil, a posse de fauna exótica não é uma autorização genérica para qualquer espécie ou exemplar. A regularidade depende da origem documentada, da autorização do empreendimento e das normas federais e estaduais aplicáveis. Antes da aquisição, o interessado deve conferir a documentação e consultar o Ibama e o órgão ambiental do estado. A pauta não teve acesso aos documentos de Bina e, por isso, não afirma se o exemplar está regular ou irregular.
O episódio é leve nas imagens, mas deixa um recado sério: ter uma cobra de estimação envolve limpeza, prevenção de doenças, acompanhamento veterinário e responsabilidade do início ao fim.
Crédito do vídeo: Beatriz Lopes / @_bia.lopes / Instagram.Aviso: narração sintética autorizada, com voz editorial de Fabiano.