
Com 3.829.644 pessoas compondo o público-alvo prioritário da campanha de vacinação contra a gripe no Estado do Rio, apenas 2.835.110 doses de vacinas foram aplicadas até o dia 2 de junho, de acordo com as informações das prefeituras repassadas ao Ministério da Saúde. A cobertura vacinal, entre os grupos prioritários, é de 74,03%. Os imunizantes devem ser ofertados a toda população e estarão disponíveis nos postos municipais em todo o país. No Rio, todas as vacinas recebidas pelo Ministério da Saúde pela Secretaria de Saúde já foram disponibilizadas para os 92 municípios.
Assim como diversas outras doenças, a gripe tem na vacina sua principal medida de prevenção. Porém, apesar de ser utilizada há décadas e ter eficácia e segurança comprovadas, a vacina contra a gripe – assim como muitos outros imunizantes, a saúde pública ainda enfrenta obstáculo para atingir as metas de vacinação.
Para marcar a Semana da Imunização, que começa vai até sexta-feira (9/6), Dia Nacional da Imunização, a Secretaria de Saúde esclarece, nos próximos dias, as principais dúvidas quanto à vacinação.
A vacina da gripe pode causar a doença?
Não. A vacina induz o sistema imunológico a se proteger contra os vírus da gripe, evitando que as pessoas fiquem doentes caso tenham contato com o agente.
Qual o intervalo de tempo indicado para tomar a vacina contra a gripe após a contra a febre amarela?
As duas vacinas podem ser tomadas juntas, uma vez que, desta forma, não há interação entre os imunizantes.
Quais são os grupos prioritários para a vacinação contra a gripe? Quantas pessoas devem ser imunizadas no Rio?
No total, a meta do Estado é vacinar cerca de 4,5 milhões de pessoas.
As prioridades são crianças com idades entre 6 meses e menores de cinco anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, mulheres com até 45 dias de parto e indígenas. Tais grupos são considerados prioritários porque estão mais suscetíveis às complicações que a gripe pode causar.
No público-alvo total são incluídos profissionais de saúde e de educação, trabalhadores do sistema prisional, adolescentes privados de liberdade, portadores de doenças crônicas não-transmissíveis.
Quais são as complicações que a gripe pode causar?
Entre os grupos prioritários, o vírus da gripe pode causar o agravamento da doença, podendo evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Somente neste ano, foram registrados nove casos de SRAG no estado, sendo seis óbitos. A maior parte dos casos foi causado pelo vírus Influenza B, cuja circulação não vinha sendo intensa no estado, o que indica maior suscetibilidade da população contra o vírus.
Como a vacina contra a gripe é produzida e como é sua proteção?
Como estes estão em constante mutação, a cada ano, é preciso que uma nova vacina seja criada. Para isso, a Organização Mundial da Saúde, por meio dos Centros de Colaboração de Pesquisa e Referência sobre a Influenza, monitora e observa quais são os vírus com maior probabilidade de propagação. A partir daí, o imunizante é atualizado. Identificados os vírus, as OMS envia as informações aos fabricantes para basear a produção dos imunizantes. Os vírus ativos são inoculados em ovos de galinha para serem cultivados em larga escala, sendo que cada tipo de vírus é processado separadamente. Cerca de três dias depois, os ovos são abertos e o líquido com o vírus é separado do resto. Retirados, os vírus da gripe, ainda infecciosos neste momento, são atenuados, desinfectados e centrifugados. No final, os diferentes tipos são misturados em uma vacina única. No mundo inteiro, cerca de 1 bilhão de doses são fabricadas todos os anos.
Quais são os vírus da gripe com circulação mais intensa neste ano?
As vacinas disponíveis nos postos de todo o país garantem proteção contra os vírus da gripe H1N1, H3N2 e Influenza B, que são os subtipos que mais circularam nos últimos meses.
Fonte: Imprensa RJ