Coagro e MPE arrendam terras do Grupo Othon

O arrendamento que foi firmado na última sexta-feira (13/09), será por nove anos


  • 16/09/2019 | 14h27 | Foto: Divulgação.

A Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) e o Grupo MPE arrendaram 6 mil hectares de terras do Grupo Othon, que controlava as antigas usinas de Cupim e Barcelos, em Campos e São João da Barra, respectivamente. O arrendamento que foi firmado na última sexta-feira (13/09), será por nove anos, renováveis por mais nove anos. A parceria foi firmada depois de dois anos de uma ação judicial entre o grupo Othon e a usina Canabrava. A decisão favorável ao Grupo Othon, foi do juiz Heitor Campinho, da 5ª Vara Cível de Campos, confirmando decisão anterior do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Com a decisão, a próxima etapa será o plantio de áreas para colher cerca de 100 mil toneladas de cana, num primeiro momento, com a geração imediata de 500 empregos diretos.

“É a imediata geração de 500 postos de trabalho. Será muito importante porque justamente neste período as usinas paralisam suas atividades com o fim da safra. Com mais cana, a safra será prolongada, reduzindo o período de sazonalidade”, esclareceu Frederico Paes Presidente da Coagro. (Leia mais abaixo)

Nos próximos dias, o presidente da Coagro irá se reunir com o governador Wilson Witzel que durante visita a Campos se comprometeu a liberar recursos na ordem de R$ 30 milhões para projetos de irrigação.

“Iremos apresentar o projeto ao governador nos próximos dias”, disse Frederico Paes.

Usina Paraíso:

Este ano, o Grupo MPE e a Coagro já havia anunciado uma parceria com a família Coutinho, que controla a Paraíso a fim ampliar a produção de cana com a incorporação das terras da unidade industrial localizada no distrito de Tocos.

“ A irrigação deve ser o primeiro passo para reativar a Paraíso com a estimativa de 2,5 milhões de toneladas de cana, sendo 1,7 milhão para a Coagro, cabendo outras 800 mil toneladas à Paraíso. Mas esta meta só será cumprida com este sistema de irrigação. Terras não faltam para o plantio, falta a irrigação que virá e o produtor de cana se engajar neste projeto, porque os preços da cana estão bem razoáveis. Com a força do etanol, a rentabilidade da cana é maior do que na pecuária ou outras atividades ” explicou Renato Abreu, presidente do Grupo MPE que acrescentou que já está sendo providenciado licenciamento para começar janeiro um parque de produção de 5 mil megawats de energia fotovoltaica. (Leia mais abaixo)

Fonte: Ascom



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