Postado por Fabiano Venancio - Planos de saúde tem praticado custos quase inacessíveis ou decidido interromper o tratamento a crianças atípicas em Campos porque algumas clínicas são suspeitas de terem praticado fraudes na prestação de serviços. A denúncia é do vereador Leon Gomes (PDT), que pediu ao presidente da Câmara, Fred Machado (PP), a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as irregularidades. Leon falou ao
Campos 24 Horas.
“Precisamos abrir logo esta CPI. Em nossa cidade há um esquema dentro de clínicas que estão usurpado famílias. Simplesmente tem colocado horas e mais horas de atendimentos que não estão sendo prestados”, denunciou.
O acréscimo de co-participação da família de valores adicionais pelos planos de saúde tem impedido que muitas famílias tenham acesso às terapias.
“Os planos de saúde têm cobrado a mais de todas as famílias atípicas. É quase impossível uma família adquirir um plano de saúde porque está caro demais. Existe uma minoria de maus profissionais que, covardemente, tem lesado as famílias atípicas”, acrescentou o vereador.
“Precisamos tentar entender porque os planos de saúde cancelaram as terapias de muitas dessas crianças. Precisamos saber das ilegalidades que algumas dessas clínicas tem praticado”, concluiu.
CLÍNICAS - Em Campos, de acordo com o legislador, existem cerca de 20 clínicas especializadas em atendimento a pessoas atípicas, “mas as irregularidades são praticadas por uma minoria, mas que impacta negativamente o tratamento, prejudicando famílias atípicas de nossa cidade”.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a interrupção das terapias das crianças atípicas pelos planos de saúde Unimed e Amil já foi aprovada no dia 19/02/2025.
A CPI buscará esclarecer se há violação de direitos e descumprimento de normas regulatórias com base na legislação, incluindo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Estatuto da Criança e do Asolascente, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Augusta e resoluções da ANS (Agência Nacional de Saúde).
O assunto foi levado ao plenário do Legislativo durante homenagens e moções de aplausos a profissionais de diversas áreas do conhecimento em reconhecimento aos relevantes serviços em prol das famílias atípicas.