O chefe da Casa Civil do RJ, secretário Nicola Miccione, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governador Cláudio Castro (PL) vai deixar o cargo na próxima segunda-feira (23).
O Blog do Octavio Guedes já tinha antecipado que o 23 de março era uma data considerada por Castro para renunciar, como uma possível estratégia diante do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia cassá-lo e torná-lo inelegível por 8 anos. O placar estava em 2 a 0 pela perda do mandato até o pedido de vista do ministro Nunes Marques. (Leia mais abaixo)
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e o uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Mas Castro também já tinha manifestado a intenção de concorrer ao Senado, o que o obrigaria a se desincompatibilizar até 4 de abril.
Nesta sexta, Castro exonerou 11 secretários, que vão concorrer a algum cargo em outubro.
Deputados devem escolher novo governador após possível renúncia - O objetivo da renúncia de Castro seria evitar uma eventual inelegibilidade e viabilizar a candidatura ao Senado.
Caso a saída se confirme, caberá aos 70 deputados estaduais eleger, de forma indireta, o novo governador, que cumprirá o mandato-tampão até o fim de 2026. (Leia mais abaixo)
A eleição indireta se torna necessária porque o vice-governador eleito, Thiago Pampolha, deixou o cargo em 2025 ao assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Fonte: g1