
Buzinas, barulho de freio de ônibus, gritos de vendedores, pessoas chegando, partindo, esperando. A Rodoviária Roberto Silveira, no Centro, é um dos pontos mais movimentados da cidade. Mas, nesta terça-feira (28), quem esteve no local pode encontrar minutos de cultura, cor e beleza em meio à agitação rotineira. Isso porque o grupo de contação de histórias Gotta, formado por alunos da rede municipal, fez uma série de performances no terminal, em diferentes pontos, provocando sorrisos, aplausos e muitas fotos.
— Fiz vídeos e fotos. Já coloquei no meu Facebook. Que coisa linda, nunca vi nada igual. Achei a ideia ótima. Eu estava esperando ônibus e fiquei até mais tranquila com a apresentação. Ganhei meu dia — comemora Geísa da Silva, que aguardava com a filha pequena o transporte para Córrego Fundo.
As apresentações fazem parte do projeto Circuito Literário, da coordenação de Língua Portuguesa da Secretaria municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece). “Nosso objetivo é humanizar os espaços coletivos. A rodoviária é um espaço de espera, e ociosidade. Assim, preparamos esse momento de ‘nutrição estética’ para tornar mais leve a nossa sociedade, educando-a para a cultura literária de forma natural e cotidiana. Importante sublinhar que são crianças da rede pública engajadas nesta ação educativa-social”, ressalta Ana Raquel Pourbaix, coordenadora de Língua Portuguesa na Smece.
Na ocasião, os pequenos artistas contaram a história "O Grande Rabanete", da escritora Tatiana Belinky. O texto fala sobre a importância da coletividade e de um mundo mais fraterno. Esta foi a segunda ação do projeto, lançado este mês. A primeira ocorreu no último dia 21, no Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente (CRTCA I), no dia 12 de setembro o CRTCA II recebe a iniciativa. Ainda em setembro, haverá edições na Praça do Santíssimo Salvador (18) e no Asilo do Carmo (26).
Embora ainda no início, a julgar pela reação de quem assistia, o propósito foi do projeto alcançado com sucesso. “Amei. Eu estava passando por aqui e resolvi parar para assistir. Encanta a gente e promove cultura. Eu vou ao teatro sempre que posso, mas muitos nunca foram por falta de hábito mesmo e é assim que a gente cria”, destaca a fisioterapeuta Ester Fabiana, que também filmou a apresentação.
Gotta — O Grupo Oficina de Texto Terra da Alegria (Gotta), é formado por cerca de 50 estudantes, de 5 a 12 anos, das escolas municipais Sebastiana Machado da Silva, no IPS, e E.M. Francisco de Assis, no Matadouro. O Gotta já se apresentou em diversos municípios, ganhando uma série de prêmios. O maior deles acontecerá em novembro, quando o grupo tomará posse na Academia Mirim de Letras e Artes do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Comunicação PMCG