10/11/2016 13h25 | Foto: Campos 24 Horas




Confira a entrevista com Ariel Machado, aluna da CIETEC, aprovada em primeiro lugar no curso de Design Gráfico do IFF
Qual a sensação de ser aprovada na faculdade?
É incrível! Um sonho que sempre tive.
Como foi sua preparação para o vestibular?
Eu peguei duas provas anteriores do IFF, e não apenas refiz: eu analisei os conteúdos que mais caiam e a forma que eles eram abordados, e assim eu tive um foco maior naquilo que eu imaginava que ia cair. Além disso sempre fiz simulados no meu ensino médio no CIETEC, e lá os professores sempre colocavam questões de ENEM nas provas, para a gente ir se acostumando com o vestibular.
E como buscou o conhecimento necessário?
Sou privilegiada, pois meus pais, com muito trabalho, conseguiram me colocar em boas escolas, nas quais eu adquiri uma base muito boa. Além disso, eu sempre gostei muito do ato de aprender, sempre busquei conhecimento fora da escola.
Qual foi o ponto chave para sua boa nota?
Muita leitura. Sempre gostei de ler, não só livros juvenis como os clássicos também, além de notícias. Manter- se informado é fundamental para o vestibulando. E uma dica: nunca veja por uma única fonte. Nós temos mania de procurar conteúdos que se enquadrem na nossa visão pré-existente, e esta às vezes está incorreta ou incompleta.
Conte-nos sua rotina de estudos.
Como sempre prestei bastante atenção nas aulas, e entendo que com vestibular não da pra ter “decoreba”, eu priorizei fazer exercícios e ver vídeo- aulas de conteúdos que eu não entendia bem. Mas cada um tem um método, eu já estudei bastante por resumos, mas acho que eles tal como os questionários acabam nos condicionando a um tipo único de pergunta, uma única forma de abordar o tema, o que não ocorre no vestibular.
O que te fez optar por design gráfico?
Eu desde criança sou apaixonada por arte, e isso me rendeu certas frustrações na infância, pois as pessoas costumam nos dizer para sempre priorizar o lado financeiro. Porém, apesar de saber da importância do dinheiro, eu não conseguia me ver fazendo a vida toda algo que eu não me identificava 100%. Eu poderia até ser boa nisso, mas não seria feliz. Sei que é um clichê, mas se você amar o que você faz você é reconhecido por isso. Tem designers que ganham milhares de reais por suas criações, mas porque eles não se contentaram com o básico, eles foram atrás. Eu pretendo ser assim.
O quão essencial foi o CIETEC para sua formação?
Totalmente, desde o meu conhecimento teórico, já que tudo que caiu na prova eu havia aprendido na escola, até o meu amadurecimento emocional. Eu cresci muito por conta das experiências passadas no CIETEC. Tive excelentes professores que guardarei pra sempre no meu coração, que me fizeram não só aprender um conteúdo, mas muitas vezes questiona-lo, interpretar outros significados para o que me diziam e articular melhor minhas respostas, pensar logicamente.
Alguma dica para quem vai prestar vestibular esse ano?
Primeiramente: Acalme-se. É colocada uma pressão imensa no jovem, que deve escolher aos 17, 18 anos uma carreira para vida toda, e isso assusta. Lembre-se que não tem receita de bolo na qual você passa na faculdade, estuda e automaticamente está empregado. Cada um tem seu tempo e não desista de seus sonhos, lembre-se que a nota não te define, que vestibular não irá te dizer o quão capaz você é. E estude muito, mas não deixe de sair também, de ver seus amigos, de se divertir. O cérebro só processa bem o conteúdo se a mente está relaxada.