20/11/2015 - às 15h48 - Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas

As chuvas deste período de primavera já mudaram o aspecto do Rio Paraíba do Sul, em Campos, que está na cota de 5m. Durante os últimos dois anos, o rio agonizava, com menos de um terço do seu volume histórico. Ainda em 2014, a Defesa Civil de Campos registrou o menor nível: 4,45m, e isso implicou a descida do lençol freático, com o ressecamento do solo.
A falta de umidade fez secar pastagens, canaviais e matou plantações, provocando grandes perdas para os produtores rurais. O setor canavieiro teve perda em torno de 50%. Mas ao aproximar o verão, o quadro começa a mudar, com sol intenso e chuvas, abrindo boas perspectivas para o homem do campo.
Mas o superintendente de Agricultura, Eduardo Crespo, destaca que devido ao prolongado período de estiagem, toda região ainda carece de muitas chuvas para recuperar os mananciais e fazer subir o lençol freático, importante para umedecer o solo agrícola e assegurar o desenvolvimento das plantas para a produtividade ideal.
Ele enfatiza a importância do trabalho da Prefeitura na realização de manobras para aduzir água entre as malha de canais para levar água às regiões mais prejudicadas pela seca, como ocorre na extensa Baixada Campista, que tem solo arenoso e sofre com a forte evapotranspiração do solo.
- Estamos tendo chuvas, mas infelizmente não são chuvas regulares. De toda sorte, as últimas chuvas que começaram a cair sobre a região nos últimos dois meses nos dão um indicativo de que o verão em 2015 será diferente do verão de 2014, com muito sol e praticamente sem chuva, que fez secar os canais, pequenas lagoas, inclusive fez desaparecer a Lagoa do Campelo, uma das maiores do Estado do Rio, e ainda fez reduzir bastante o volume de água da Lagoa de Cima, dos Rios Ururaí e dos rios da região serrana do Imbé – lembrou Crespo.
Ele pontuou que quem lida com a atividade rural precisa ter fé. “Os produtores rurais de Campos e da nossa região são bravos guerreiros e sabem lutar confiando que Deus, no momento mais crucial, providencia a água que vem de cima para que tenhamos condições de produzir alimentos, ter pastagens para o gado e para dessedentar os animais”, declarou o superintendente de Agricultura.
O Rio Paraíba do Sul, no trecho que corta Campos, saiu da cota média de 4,50m no ano passado para cerca de mais 30cm e agora, em novembro, sua cota flutua entre 4,80m e 5m.
Eduardo observa que a maior responsável pela elevação do nível do rio são as águas das chuvas que descem das cabeceiras de rios da Zona da Mata, em Minas Gerais, como o Carangola, que deságuam no Rio Muriaé, que despeja todo seu fluxo no Rio Paraíba do Sul, na entrada da cidade de Campos.