Chupeta inteligente ajuda a monitorar a saúde de bebês prematuros

Acessório desenvolvido pela Universidade Estadual de Washington pode eliminar as coletas de sangue usadas para analisar eletrólitos, íons de sódio e potássio


  • 18/05/2022, 10h21, Foto: Divulgação.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveram uma chupe ta inteligente, capaz de monitorar, em tempo real, informações fundamentais para a sobrevivências de bebês prematuros. O dispositivo, aprimorado a partir de uma chupeta convencional, analisa os níveis de eletrólitos, de íons de sódio e potássio em bebês prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs) e transmite essas informações aos cuidadores.

"Sabemos que bebês prematuros têm uma chance melhor de sobrevivência se receberem cuidados de alta qualidade no primeiro mês de nascimento", disse Jong-Hoon Kim, professor associado da Escola de Engenharia e Ciência da Computação da Universidade Estadual de Washington e um dos autores do estudo, em comunicado. (Leia mais abaixo)

A inovação pode ajudar a eliminar a necessidade de coletas de sangue invasivas usadas para monitorar esses índices, normalmente realizadas duas vezes ao dia. Além do processo de coleta em si ser potencialmente doloroso para o bebê, o grande intervalo entre as coletas deixa grandes lacunas nas informações. O monitoramento desses eletrólitos ajuda a alertar os cuidadores se os bebês estiverem desidratados, o que representa um risco, especialmente para aqueles nascidos prematuramente ou com outros problemas de saúde.

A chupeta, um modelo comum, foi incrementada pela equipe com um sistema de canais microfluídicos, que coleta a saliva sempre que está na boca do bebê, sem a necessidade de nenhum tipo de sistema de bombeamento. Os canais possuem pequenos sensores internos que medem as concentrações de íons sódio e potássio na saliva. Em seguida, esses dados são retransmitidos sem fio usando Bluetooth para o cuidador.

"Este dispositivo é uma maneira não invasiva de fornecer monitoramento em tempo real da concentração de eletrólitos dos bebês", disse Kim. Outros métodos foram desenvolvidos para analisar a saliva de bebês para esses eletrólitos, mas envolvem dispositivos volumosos e rígidos que exigem uma coleta de amostra separada.

A chupeta inteligente foi testada em alguns bebês em um hospital, e os dados da análise foram comparáveis ​​aos obtidos por meio das coletas de sangue normais. Os resultados desse trabalho foram publicados recentemente na revista Biosensors and Bioelectronics.A próxima etapa do desenvolvimento consiste em  tornar os componentes da chupeta mais acessíveis e recicláveis e realizar um teste clínico maior para comprovar sua eficácia. De acordo com os pesquisadores, o desenvolvimento deste dispositivo faz parte de um esforço mais amplo para ajudar a tornar o tratamento em unidades de Terapia Intensiva Neonatal menos perturbador para os pequenos.

“Muitas vezes você vê fotos da UTIN onde os bebês são conectados a um monte de fios para verificar suas condições de saúde, como frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura corporal e pressão arterial. Queremos nos livrar desses fios", finaliza Kim. (Leia mais abaixo)

Fonte: O Globo



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