
O Ministério Público do Estado do Rio (MP/RJ), através do promotor Leandro Manhães, pediu à Justiça a prisão preventiva do ex-governador do estado do Rio, Anthony Garotinho, no âmbito das investigações da Operação Chequinho, que apura um suposto esquema de compra de votos nas eleições em Campos.
Garotinho figura como um dos réus da ação penal da Chequinho. Ele já teve prisão decretada no ano passado, mas a decisão foi anulada pela Tribunal Superior Eleitoral(TSE), sob algumas condições, entre elas a de não ter contato com testemunhas do processo e não vir a Campos até o final das investigações.
O juiz Glaucenir de Oliveira, da 100ª Zona Eleitotal, será o responsável pela análise do pedido. Uma das acusações atuais do MP é de que Garotinho ultrapassa os limites da liberdade de expressão "ao estimular demasiadamente seus aliados e simpatizantes".
O promotor ressalta ainda que a manutenção das medidas impostas se faz necessário, visto que testemunhas de defesa ainda serão ouvidas, podendo haver pedido de acareação com outras testemunhas arroladas, que podem se sentir ameaçadas.
NOTA DA DEFESA
A defesa do ex-governador Anthony Garotinho, o advogado Fernando Fernandes esclarece que o promotor está desafiando o TSE ao pedir prisão de Garotinho e ingressa com exceção do Juiz substituto. Segundo Fernandes, as razões constantes no pedido são uma afronta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deu liberdade de manifestação ao ex-governador Anthony Garotinho. "Caso qualquer autoridade local se sinta ofendido com as denúncias do ex-governador os mesmos têm o direito de representar contra Garotinho e até mesmo processá-lo. Contudo, a justiça eleitoral não é competente para proteger a honra de delegado da polícia federal", explica o defensor.
A testemunha do processo, a radialista Elizabeth Gonçalves, conhecida como "Beth Megafone", que se diz ameaçada em depoimento a Policia Federal do dia 31/05 já foi ouvida pela Justiça no processo de Garotinho. Portanto é descabida a declaração de suposta ameaça. "Nos causa estranheza o Ministério Público esperar a mudança do juiz, em razão das férias do magistrado Ralph Manhães. É importante, destacar que o juiz Glaucenir de Oliveira está evidentemente impedido, pois responde por denunciação caluniosa uma vez que disse ter sido subornado pelo ex-governador".
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