O "novo prefeito" designado pelas forças russas em Mariupol anunciou nesta quinta-feira (7) que "cerca de 5.000 pessoas" morreram na cidade do leste da Ucrânia atacada há semanas pelo exército russo e aliados separatistas.
O "prefeito" pró-russo, Konstantin Ivashchenko, informou, ainda, que "60% a 70% das residências foram destruídas ou parcialmente destruídas" em Mariupol. Estes balanços são menos graves do que os registrados pelas autoridades ucranianas. (Leia mais abaixo)
Há algumas semanas, a assessora da Presidência ucraniana Tetiana Lomakina, responsável pelos corredores humanitários, chegou a comentar que outras 5 mil pessoas podem estar nos escombros de prédios ao redor da cidade.
"Cerca de 5.000 pessoas foram enterradas, mas ninguém foi enterrado há dias devido ao bombardeio contínuo", disse Lomakina em 28 de março, estimando que "dado o número de pessoas que ainda estão sob os escombros pode haver 10 mil mortos".
Mariupol vive ataque intenso da Rússia desde o início da invasão. Um hospital infantil, que também funcionava como maternidade e um abrigo para civis foram bombardeados por russos, de acordo com autoridades ucranianas.