22/05/2016 07h32 | Foto: Campos 24 Horas
Postado por: Fabiano Venancio
Existem serviços oferecidos pela rede pública que a maioria das pessoas da própria cidade desconhece, mas, nem por isso, deixam de ter uma demanda grande de atendimento. Esse é o caso do Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético, que faz parte dos 15 polos do Programa Municipal Hiperdia este, para hipertensos e diabéticos. Para se ter uma ideia da procura, cerca de 100 pacientes/dia passam pela unidade de saúde, para atendimento e acompanhamento.
A médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, Ana Paula Parente, concursada da rede municipal, explica que o “Pé Diabético” – é desta forma que as pessoas conhecem o local – não é somente para atendimento os diabéticos, como o nome sugere. Pacientes com diferentes tipos de feridas também são atendidos na unidade de saúde.

Campos 24 Horas – Além dos diabéticos, que outros pacientes procuram o “Pé Diabético”?
Ana Paula Parente – Pacientes com lesões cutâneas crônicas, portadores de úlceras vasculares, casos de úlceras varicosas, arteriais, úlceras por pressão (conhecidas como escaras), além de pacientes com tumores que acabam causando feridas. E tem também as feridas causadas até por mordida de animal, por exemplo, que inflama e causa a ferida. Existem casos e casos.
C24H – Mas a maioria do atendimento ainda é de pacientes diabéticos?
Ana Paula – Sim, a maioria dos atendimentos fica por conta dos diabéticos com lesões e, neste caso, as mais comuns são nos pés. Em muitos casos, estes pacientes perdem a sensibilidade no pé e nem percebem e o problema se agrava. Às vezes até mesmo um calo abre uma ferida. E aqui eles fazem têm o atendimento com equipe multiprofissional.
C24H – Qual é o primeiro procedimento ao paciente chegar ao Centro?
Ana Paula – Ele vai passar por um enfermeiro especializado, que vai ver qual é o grau do seu ferimento e fazer um apanhado geral de sua saúde, seu estado clinico, se é hipertenso, se fez exame para saber se é diabético, entre outros questionamentos (anamnese). A partir daí, se constatado maior gravidade, o paciente é encaminhado ao angiologista ou endocrinologista. E se for caso de internação ou cirurgia para amputação, por exemplo, a gente faz o encaminhamento para o Hospital Geral de Guarus (HGG). Tudo de acordo com a necessidade de cada um.
C24H – Aqui existem salas de atendimento por classificação. Porque isso?
Ana Paula – São três salas de atendimento, um procedimento mais do que necessário. Tem a sala de curativo limpo, intermediário e contaminado. Você não pode fazer o atendimento a um paciente de um curativo simples, por exemplo, numa sala onde se faz curativo contaminado, porque esse paciente pode apanhar uma infecção.
C24H – Como os pacientes chegam até o “Pé Diabético”?
Ana Paula – Geralmente por encaminhamento dado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da rede municipal, mas têm também alguns pacientes que sentem a necessidade de tratamento e vêm para a consulta por iniciativa própria. O Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético funciona de segunda à sexta-feira, das 8 às 17h.
C24H – – E a equipe profissional, além do angiologista?
Ana Paula – Aqui nós temos uma equipe multiprofissional, composta por médicos vasculares, endocrinologistas, cardiologistas, nutricionista, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, além de pessoal administrativo e os coordenadores administrativo e geral, respectivamente, Flávia Pessanha e Dr. Elias Yunes.