Até a próxima sexta-feira (10), agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Campos vão estar envolvidos com o segundo LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) deste ano. Iniciado nessa segunda-feira (6) em todo o país, sob orientação do Ministério da Saúde (MS), o trabalho tem o objetivo de nortear as ações dos municípios na prevenção e combate ao mosquito causador da Chikungunya, Dengue e Zika até final de julho.
— Estamos com mais de 200 agentes em campo em um trabalho de extrato por amostragem, entrando em uma a cada cinco residências. Ao todo, são 18 extratos, com cerca de 12 mil imóveis em cada um deles. No total, o levantamento cobrirá 104 bairros da área urbana — explica o coordenador municipal de Combate a Endemias do CCZ, Claudemir Barcelos. (Leia mais abaixo)
De acordo com a metodologia, o nível de infestação das residências abaixo de 1% é considerado de baixo risco. De 1% a 3,9% é de médio risco. Já acima de 4% o risco é considerado alto. Os dados coletados em campo serão repassados ao MS e o resultado deverá ser liberado na próxima terça-feira (14). Até o final do ano serão mais dois LIRAa: um no início de agosto e outro em outubro, totalizando quatro, considerando também o de fevereiro.
— O LIRAa será nosso instrumento de ação para esses próximos dois meses e meio, quando esperamos realizar importantes ações para reduzir os números de casos de Chikungunya deste ano. Estamos com estratégias bem definidas para aumentar a ofensiva nas próximas semanas, com diversas ações importantes, e esperamos obter os resultados planejados — observa o diretor do CCZ, Marcelo Sales.
Este ano, Campos registrou, até a última semana, pouco mais de 2 mil casos de Chikungunya, o que ainda não caracteriza quadro epidêmico. Os casos confirmados de Dengue não ultrapassam 30 e não há registro de Zika.