'Celebrando Conquistas' com roda de conversa sobre Patrulha Maria da Penha

Em breve, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) contará também com o apoio da Guarda Municipal na prevenção à violência


  • 08/03/2024, 18h59, Foto: Ascom.

O evento “Celebrando Conquistas”, promovido pela Prefeitura na Praça do Santíssimo Salvador para comemorar o Dia Internacional da Mulher, teve continuidade na tarde desta sexta-feira (8), com rodas de conversa para discussão e reflexão sobre os avanços e os desafios ainda enfrentados nos dias atuais. Uma das palestras teve como tema a atuação da Patrulha Maria da Penha —, Guardiões da Vida —, do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM), em Campos.

Durante o bate-papo, a subsecretária municipal de Políticas para as Mulheres, Josiane Viana, anunciou que o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), em Campos, contará com o apoio das agentes da Guarda Civil Municipal na prevenção à violência. “A nossa Ronda Maria da Penha será mais uma política pública para as mulheres, mas com parceria total com a Guarda Municipal, que também representa o braço da segurança no município”, disse Josiane, explicando como a ronda vai funcionar. (Leia mais abaixo)

“Onde a equipe do CEAM estiver para ministrar palestra ou levar uma mulher que sofreu violência até a DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), a Guarda estará conosco. As servidoras, inclusive, já estão em treinamento com os agentes da Patrulha Maria da Penha do Rio de Janeiro. A logística e o protocolo serão os mesmos da Patrulha, com o diferencial de que vai funcionar dentro da nossa guarda. O município irá adquirir uma viatura com rádio e giroflex para as rondas”, disse a subsecretária.

Josiane também lembrou que Campos vai ganhar, em breve, uma Sala Lilás, criada para oferecer assistência especializada às mulheres vítimas de violência física e sexual, operando nas instalações do Instituto Médico Legal (IML), onde são feitos os exames de corpo de delito, quando necessário.

Também presente no evento, a delegada titular da DEAM, Madeleine Dykeman, membro do grupo de trabalho e estudos sobre feminicídio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, falou aos presentes que cerca de 80% das mulheres ainda não têm conhecimento sobre os instrumentos protetores da Lei Maria da Penha. “Parece que todo mundo já conhece a lei, mas não. Existem muitas mulheres que não sabem como as medidas protetivas podem ajudar, principalmente, para evitar o feminicídio”, explicou.

A delegada disse, ainda, que a Lei Maria da Penha determina o afastamento imediato do agressor. “Quando o juiz emite essa ordem, o oficial de justiça notifica o autor de que ele não pode se aproximar da vítima. Em caso de descumprimento dessa ordem, o agressor comete um novo crime. E aí a gente tem o papel fundamental da Patrulha Maria da Penha, que atua também no monitoramento da vítima. Se a vítima perceber essa aproximação e tiver tempo, ela vai acionar o socorro e o socorro é a patrulha”, afirmou. A cabo do 8º BPM, Aline do Espírito Santo e a sargento Lenilda Costa também participaram da roda de conversa.

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