
A pandemia do novo coronavírus está sendo um teste de sobrevivência para os micros e pequenos negócios em Campos, especialmente os setores do comércio e de serviços, após as medidas de flexibilização neste mês. Os setores que mais têm sido fortemente atingidos são bares, restaurantes e academias, que voltaram a funcionar, mas com uma série de restrições que reduzem drasticamente seus ganhos. Pior ainda é a situação dos colégios particulares e as casas de eventos e festas, que continuam com suas atividades paralisadas em razão da Covid 19.
O gerente executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Nilton Miranda, disse que poucas lojas no Centro que já estavam em dificuldades não retornaram às suas atividades. Outras reduziram seu quadro de funcionários, mas muitas conseguiram se manter com o auxílio emergencial do governo para evitar demissões. “Mas outros pontos comerciais no Centro, ali na área do Calçadão, já se preparam para inauguração, o que comprova que o comércio, mesmo com toda essa crise se mantém com resistência”, afirmou Miranda. (Leia mais abaixo)
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Leonardo Castro Abreu, informou que não tem como quantificar o número de estabelecimentos que não reabriram suas portas após as medidas de flexibilização neste início do mês.
“Ainda não temos um levantamento destas lojas, mas houve casos de alguns estabelecimentos que não reabriram as portas, devido a dificuldades de renegociação de aluguéis, mas conseguiram outro ponto em melhores condições para continuar trabalhando”, disse o presidente da Acic.
Outro dado importante é que o comércio lojista tem se reinventado na pandemia, com o aumento das vendas online. “A pandemia da Covid 19, que tem afetado tanto a vida individual de cada cidadão quanto a convivência em sociedade, teve impacto diretamente nas vendas devido ao isolamento social, mas impulsionou o comércio online, o que levou os comerciantes a buscarem uma sobrevivência neste novo contexto”, destacou Leonardo.
LOJAS QUE ENCERRARAM ATIVIDADES - Na área central de Campos, algumas lojas de confecções não reabriram suas portas após as medidas de flexibilização. Antes, duas lojas de eletrodomésticos, a Eletrocenter e gigante Ricardo Eletro também encerraram suas atividades.
Alguns bares sequer chegaram a reabrir as portas em razão das limitações impostas pelo decreto municipal para manutenção do Nível 3 Fase Amarela, com o Plano de Retomada das Atividades Econômicas, que determina um rigoroso protocolo de segurança, proibindo aglomerações, que inclui horário de funcionamento e distanciamento, entre outros cuidados, como uso de máscara e álcool em gel. (Leia mais abaixo)
Os restaurantes retornaram às suas atividades, alguns com serviços delivery, mas outros somente irão reabrir as portas no próximo ano, à espera de uma solução da medicina que ponha um fim à letalidade da pandemia. O Plano de Retomada das Atividades Econômicas teve início no dia 06 deste mês.
As academias reabriram as portas somente no último dia 10, com retorno tímido dos freqüentadores. As atividades obedecem a um rigoroso protocolo de segurança, que inclui horário de funcionamento, distanciamento, entre outros cuidados, como uso de máscara e álcool em gel. Estúdio de pilates e box de crossfit deverão adotar horário de funcionamento de segunda a sábado, de 6h às 22h.
Entre as restrições das academias, estão a proibição para idosos acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas não transmissíveis ficam proibidos de frequentar; - funcionamento com distanciamento entre equipamentos de, no mínimo, 2 metros, os quais deverão ter individualmente álcool 70% para imediata higienização.
PANORAMA NACIONAL - Levantamento da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços conclui que a pandemia levou ao fechamento de 135 mil lojas no país, com a perda de 500 mil empregos entre abril e julho. (Matéria atualizada às 12h17 para acrescentar informações)