
Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estiveram na localidade de São Sebastião, na Baixada Campista, nesta quinta-feira (4) fazendo a avaliação das armadilhas GRUDaedes instaladas há cerca de 15 dias nas residências (Leia mais AQUI). Os equipamentos também foram colocados em Beira do Taí e serão retirados na próxima semana.
A armadilha GRUDaedes foi criada pelo pesquisador e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Edmilson José Maria e aderido pela Prefeitura de Campos, através da Vigilância em Saúde da secretaria municipal de Saúde (SMS). A ação representa mais uma ferramenta de combate ao mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, às doenças como a dengue, zika, febre amarela e chikungunya. Por meio da parceria, os órgãos terão ainda a oportunidade de proporcionar saúde pública envolvendo a pesquisa científica em prol do bem-estar da população.
— Assim como fizemos em Beira do Taí na última semana, retornamos a São Sebastião para avaliar com os moradores como está o funcionamento das armadilhas. Até o momento, não encontramos nenhum aedes aegypti preso, mas muitos mosquitos na espécie culex. Continuamos com o monitoramento e recebendo informações dos moradores por meio dos nossos agentes — disse Sílvio Pinheiro, coordenador dos agentes, ressaltando que em Beira do Taí foram instaladas cerca de 100 armadilhas e em São Sebastião, 160.
Para se adaptar melhor as condições climáticas das localidades, a GRUDaedes, feita de papelão e pintada com tinta preta ao centro, foi adaptada e recebeu pintura também nas laterais. Os pesquisadores usaram uma cola específica e um pequeno disco que atrai o mosquito por ter um odor semelhante ao exalado no suor de uma pessoa.
A dona de casa Claudete dos Santos ressaltou que, depois da instalação das armadilhas na sua casa, a quantidade de mosquitos diminuiu. “Percebi que na minha varanda tem menos mosquitos depois que o CCZ instalou a armadilha e fico vigiando se gruda algum mosquito. No meu quarto colocaram outra”, disse.
A armadilha tem duração de 30 dias e cada residência e comércio visitados pelos agentes do CCZ, recebeu duas unidades para serem testadas. Os pesquisadores da Uenf desenvolveram ainda um aplicativo próprio para celulares, para que os agentes possam ter um banco de dados com fotos das armadilhas durante as visitas.
Fonte: Comunicação PMCG