Cavalhada: luta que termina em abraço

Grande público na tradicional Cavalhada de Santo Amaro, o padroeiro da Baixada Campista


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015     -    Foto: Gerson Gomes / Secom Cavalhada de Santo Amaro Cavalhada de Santo Amaro 2Cavalhada de Santo Amaro 3A tradicional Cavalhada de Santo Amaro foi prestigiada nesta quinta-feira (15) por grande público, realizada no distrito do mesmo nome, durante a festa do padroeiro da Baixada Campista. A tradição que atravessa gerações de cavaleiros na encenação da batalha travada entre mouros e cristãos e que termina num encontro de 12 guerreiros de cada lado, num abraço, sob as bênçãos do santo, foi especial para o capitão dos cristãos, Miguel Henrique de Carvalho, 60 anos. Após participar 46 anos da Cavalhada, “seu” Miguel passou este ano a lança e a patente de capitão dos mouros para o filho, Wellington Luiz Pereira de Carvalho, 34 anos. Indagado sobre o que sentia no momento que passava o posto, “seu” Miguelzinho, como é carinhosamente chamado pelos cavaleiros e pelo público local, falou com emoção sobre o momento. - A emoção é muito grande. A gente que faz a cavalgada, gosta muito dessa tradição. Passa de pai e de tios para filhos e sobrinhos. Mas saio muito satisfeito, porque está entrando no meu lugar o meu filho, que desde garoto passou a gostar da cavalhada e sei que será um bom capitão da Cavalhada de Santo Amaro - declarou “seu” Miguelzinho, sem se separar do seu cavalo. Para Wellington, que a partir de agora tem grande responsabilidade em representar o pai e justificar o título de capitão na sucessão tradicional de família, “participar da Cavalhada é um sentimento forte, misturado com alegria”. Ele acrescentou: “É muito bom participar da Cavalhada, mas entrar no lugar do pai é uma coisa muito melhor ainda, porque dá orgulho”, destacou Wellington Luiz.



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