Castro conversa com montadoras do Rio para evitar o efeito Ford

Governador tem reuniões com indústria automotiva fluminense para manter a sustentabilidade e os 15 mil empregos gerador pelo setor


  • 16/03/2021, 17h47, Foto: Divulgação.

A fim de evitar o que ocorreu em alguns municípios brasileiros, onde a Ford anunciou o encerramento de suas atividades, representantes do governo do Rio de Janeiro e do Cluster Automotivo do Sul Fluminense - organização formadas por montadoras da região - se reuniram no dia 12 para dar continuidade a uma série de conversas iniciadas em janeiro deste ano com o objetivo de identificar caminhos para a sustentabilidade dos negócios do setor e a manutenção dos empregos. .

A região Sul Fluminense é hoje o segundo maior polo automotivo do Brasil. O cluster é formado por 23 empresas associadas, todas instaladas nos municípios de Resende, Porto Real e Itatiaia. Essas empresas geram 15 mil empregos diretos na área industrial. . (Leia mais abaixo)

Resende tornou-se o 2º maior pólo automobilístico do país, ficando atrás apenas de São Bernardo do Campo-SP. Em Porto Real, foi inaugurada em 2001 a primeira fábrica nacional da montadora PSA Peugeot Citroën. Em Itatiaia, a Jaguar Land Rover montou em 2016 sua primeira fábrica fora do Reino Unido com perspectivas de expansão até 2025. 

- Não podemos deixar que aconteça aqui o que aconteceu no ABC Paulista, na Bahia, no Rio Grande do Sul e no Vale do Paraíba, por exemplo, onde estão ocorrendo grandes desinvestimentos por parte das montadoras de veículos instaladas - afirmou o governador em exercício Claudio Castro. - Isto não vai acontecer no Estado do Rio de Janeiro - reforçou.

Um dos temas abordados foi o impacto dos investimentos potenciais do mercado de gás natural na indústria automotiva. 

- O custo da energia é um componente significativo para o setor, cerca de 30%. As empresas do cluster certamente vão se beneficiar do escoamento do gás pelo Porto de Itaguaí, que deve receber parte do gás produzido no pré-sal das bacias de Campos e Santos - observou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Soares.

As empresas reforçaram o papel do cluster como vetores de desenvolvimento econômico para o estado. (Leia mais abaixo)

 — Temos trabalhado para garantir a competitividade da região. O setor conta com um sistema de qualidade bastante rigoroso. Temos buscado o desenvolvimento das empresas da região para que elas possam atingir padrões de qualidade que possibilitem o fornecimento para as montadoras — explicou o vice-presidente de Produção e Logística da Volkswagen e presidente do Cluster, Adilson Dezoto.

 Como resultado da reunião, ficou agendada uma visita de representantes do Governo do Rio ao cluster, na primeira semana de abril.

— Queremos que as fábricas da região continuem produtivas. É importante contar com o apoio do Governo do Rio para evitar que essa produtividade seja corroída por questões que ocorrem do lado de fora do portão das nossas fábricas. Como, por exemplo, o Custo Brasil — afirmou o gerente-geral de Relações Externas Brasil da Stellantis, Fernando Flórido.



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