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O Brasil deu um grande passo no cenário das apostas em 2025 com a liberação das plataformas online. Mas, o debate pela legalização das empresas físicas do setor ainda segue. (Leia mais abaixo)
O Projeto de Lei (PL) 2.234/2022, conhecido como “PL dos Cassinos”, é hoje a principal proposta em discussão no Congresso para legalizar e regulamentar jogos de azar no Brasil.
Ele já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda não teve votação final no Plenário. Dessa forma, o texto segue travado por falta de acordo político.
O que está acontecendo com o projeto dos cassinos agora
O cenário das apostas no Brasil vem se transformando rapidamente, especialmente com o sucesso do Jogo do Tigrinho, e isso influencia diretamente o debate sobre a liberação de cassinos em resorts no país. Jogue com responsabilidade.
A proposta foi elaborada com regras de fiscalização, prevenção à lavagem de dinheiro e controle estatal, mas ainda enfrenta resistência de parte da chamada bancada evangélica no Senado. (Leia mais abaixo)
O contraponto é a alegação de riscos relacionados ao vício, o que torna o debate um assunto com parlamentares favoráveis e também contrários à legalização.
A pressão é grande pela regulamentação, já que o país mostrou alto potencial de arrecadação, valores que podem ser destinados a diversas áreas. Além disso, entre os pontos positivos está a geração de empregos e o impulsionamento do turismo nacional.
O que a proposta libera — cassinos, bingos e outras modalidades
Pelo desenho atual, o PL estabelece um marco regulatório para a exploração de jogos e apostas no país, autorizando (entre outros pontos):
Para isso, é necessária a criação de um sistema de supervisão e fiscalização, com exigências de integridade, transparência e medidas contra crimes financeiros, como lavagem de dinheiro. (Leia mais abaixo)
Esse conjunto é justamente o que torna o texto politicamente “grande demais para passar despercebido”. Portanto, ele não trata só de cassinos turísticos, mas de um pacote amplo, com impacto econômico e debate sobre moral/segurança pública.
Vale destacar que, no caso dos cassinos, a ideia é realizar uma integração em resorts, com espaços destinados para os jogos, mas também hospedagem, reuniões e alimentação.
Entretanto, o governo já segue com medidas de proteção e segurança, bloqueando sites que operam ilegalmente com bets e jogos de azar. A expectativa é que com a regulamentação completa, o governo seja capaz de barrar os sites ilegais, aumentar medidas sociais para prevenção ao vício e combater os crimes relacionados às apostas.
Onde parou no Senado: comissão aprovou, plenário ainda não votou
Atualmente, a situação do PL está "em tramitação". O marco mais importante até o momento foi em 19 de junho de 2024, quando a CCJ do Senado aprovou o parecer do relator (senador Irajá). (Leia mais abaixo)
Porém, o projeto ainda depende de votação no Plenário do Senado para ser aprovado em definitivo no Congresso. Só depois dessa etapa é que o texto poderá ser encaminhado ao presidente Lula, que então decidirá entre sancionar ou vetar a proposta.
Por que a urgência caiu no fim de 2025 e o que isso significa
A trava mais recente do PL ocorreu em dezembro de 2025, quando o Senado rejeitou o requerimento de urgência para acelerar a análise do texto. O placar foi de 36 votos contra e 28 a favor, mantendo o projeto no rito normal e afastando a possibilidade de um avanço mais rápido por decisão imediata do Plenário.
Na prática, a queda da urgência significa que o projeto perde o “atalho” para entrar diretamente na pauta e passa a depender ainda mais da articulação do presidente do Senado e do colégio de líderes.
O resultado também expõe uma falta de consenso interno, elevando o custo político de levar o tema a voto, já que a discussão tende a ser polarizada e sensível. Mesmo assim, a decisão não derruba o PL, que continua pronto para deliberação, mas fica condicionado a uma negociação mais longa e ao melhor “timing” político para avançar. (Leia mais abaixo)
O que Lula disse: sanciona se houver acordo no Congresso
A posição pública do presidente Lula tem sido pragmática. Ele chegou a declarar em 2024 que tende a sancionar o PL caso o Congresso aprove e haja acordo entre os partidos, sinalizando que o Executivo não está puxando a pauta, mas também não a bloqueia de antemão.
Na prática, a mensagem é clara: os parlamentares precisam resolver o que fazer e então o presidente irá sancionar, desde que a base política trate o tema como um consenso viável.