Casos de coqueluche no Brasil disparam em 2024, e doença atinge pico dos últimos 9 anos

Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais se destacaram negativamente com os maiores aumentos


  • 25/01/2025, 10h48, Foto: Divulgação .

O Brasil enfrentou, em 2024, um aumento nos casos de coqueluche, registrando o maior número de notificações da doença em quase uma década. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o número de casos confirmados saltou de 214, em 2023, para 5.998 no ano passado — um crescimento de 2.702%. A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. A transmissão ocorre, principalmente, por meio de gotículas liberadas durante a tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Embora mais rara, também é possível a transmissão por meio de objetos contaminados com secreções respiratórias.

Os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais se destacaram como os que tiveram os maiores aumentos percentuais de casos entre 2023 e 2024. O Paraná registrou uma explosão no número de notificações, que passaram de apenas 16 casos em 2023 para impressionantes 2.423 casos em 2024. Medidas para conter avanço A reportagem procurou as secretarias de saúde dos estados citados, e as pastas de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro apresentaram detalhes sobre as medidas adotadas para conter o avanço da coqueluche em 2024. (Leia mais abaixo)

Entre as medidas comuns aos três estados estão a intensificação da vacinação, com foco em gestantes, puérperas e crianças, além de campanhas de conscientização e capacitação de profissionais de saúde para diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença.

Também foram reforçadas orientações sobre medidas preventivas não farmacológicas, como o isolamento de casos suspeitos, higiene respiratória, ventilação de ambientes e uso de máscaras.

Adicionalmente, cada estado adotou estratégias específicas. Santa Catarina ampliou o uso do exame PCR no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) para melhorar o diagnóstico. O Paraná priorizou a vacinação de trabalhadores de saúde e educação que atuam diretamente com gestantes e crianças pequenas.

No Rio de Janeiro, a campanha “Vai de Vacina, Não Vacila”, realizada em parceria com o Unicef, buscou conscientizar mães e pais jovens sobre a importância da imunização. Todas essas ações têm como objetivo conter o aumento de casos, impulsionado por fatores como a ciclicidade da doença, baixa cobertura vacinal e maior capacidade de diagnóstico.

  (Leia mais abaixo)

 



fique bem informado