Caso Sophia: família tenta esclarecer dúvidas da polícia durante investigação

Mãe nega que a filha desaparecida seja vítima de turismo sexual, crime comum em Bananeiras (PB)


  • 14/07/2023, 16h39, Foto: Divulgação .

O Cidade Alerta acompanha as atualizações do Caso Sophia, de oito anos, desaparecida há dez dias, em Bananeiras (PB). Enquanto estava sendo entrevistada, Maria do Socorro, a mãe da criança, foi interrompida às pressas por um agente da Polícia Civil, que precisou levá-la, com mais três de suas filhas, pois tinham sido requisitadas pelo delegado, Diógenes Fernandes.

Ana Sophia desapareceu sem deixar vestígios em 4 de julho e, desde então, a polícia vem fazendo investigações e coletando depoimentos de todos os que tinham proximidade a ela. (Leia mais abaixo)

No fim de tarde desta quinta-feira (13), a polícia levou cães farejadores à casa onde Sophia morava com a família para fazer uma operação de busca.

Como nada foi encontrado, a operação seguiu para as casas de vizinhos e familiares próximos; até mesmo residências abandonadas da região foram arrombadas devido à possibilidade da menina estar lá. Porém, não acharam provas ou pistas em nenhuma delas.

Em entrevista exclusiva ao Cidade Alerta, Maria do Socorro falou sobre a possibilidade da menina ter sido explorada em turismo sexual, como é costume acontecer naquela região da Paraíba. Ela negou a possibilidade: "Eu nunca faria isso para minha filha", disse.

Contudo, um ponto chama a atenção: um dos irmãos de Sofia, Daniel, de 12 anos, trabalha em um posto de gasolina no Distrito de Roma (PB). Lá, no ano passado, ele encontrou uma mulher de São Paulo, que estava visitando a irmã. Ela se identificou como Maia, e disse reconhecer nele o próprio irmão que morreu de desnutrição há muitos anos.

Ela afirmou se sensibilizar com a situação do menino e perguntou com quem ele morava e quantas pessoas eram. No mesmo dia, ela deu R$ 80 a ele e, depois disso, passou a ter contato com a família. (Leia mais abaixo)

A mãe de Sophia disse que Maia chegou a pedir fotos de todos os membros da família com o pretexto de que daria presentes a eles. A mulher não mandou as fotografias, mas, ainda assim, ela enviou duas caixas com roupas para as crianças. O vestido que Sophia usava no dia do desaparecimento estava entre as peças.

Segundo a mãe, as correspondências vieram com o nome do remetente apenas como "Maia", não havia sobrenome. A polícia não conseguiu averiguar o endereço, pois as caixas já haviam sido jogadas fora há muito tempo, mas apreenderam o celular de Socorro para analisar as conversas que ela tinha com a mulher.

Enquanto a entrevista era conduzida, um agente da Polícia Civil entrou na casa buscando pela mãe e por três das irmãs mais velhas de Sophia. Elas foram direcionadas até a viatura, mas voltaram para casa pouco tempo depois, porque o delegado pediu a presença de João, pai da criança.

 

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