(ATUALIZADO em 16/06/2016 às 19h27 ) Publicado em 15/06/2016 18h55 | Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas

O guarda municipal Underson Matos voltou a se declarar inocente durante a reconstituição do assassinato de sua esposa, a analista judiciária Patrícia Matos. A reconstituição foi realizada na noite de ontem pela Polícia Civil. Ele reafirmou que foi levar uma pipa para o primo na sede no Grupamento Ambiental,da Guarda Civil Municipal, em Guarus, quando a mulher foi morta por supostos assaltantes, que roubaram a bolsa dela.
Para a polícia, no entanto, a reconstituição serviu para constatar que Uenderson mudou a versão para o crime durante a reconstituição, assim como teria feito durante os depoimentos que já prestou ao delegado titular da 146ª DP/Guarus, Luiz Maurício Armond.
(CONFIRA ABAIXO A RECONSTITUIÇÃO)




RECONSTITUIÇÃO
A Polícia fez, na noite desta quarta-feira(15), a reconstituição do assassinato da analista judiciária Patrícia Manhães Gonçalves Mattos(42 anos). O guarda municipal e marido da vítima, Uenderson Mattos(38 anos), participou, encapuzado, da reconstituição. Ele é apontado como mandante do crime por “motivos passionais e financeiros”.A
A reconstituição começou por volta das 18h30 e só terminou às 21h, na sede do Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM), no antigo Ceasa, no Parque Boa Vista, em Guarus, Campos.
O guarda Uenderson voltou a afirmar que chegou à sede da guarda com a esposa no banco carona do carro, um Chevrolt Spin. Segundo ele, saiu do carro, abriu a mala e apanhou uma pipa. Em seguida, foi até o prédio para se avistar com primo, que também é guarda, todavia, como não o vê, vai até a porta, mas a mesma está fechada.
O guarda segue relatando que, após encontrar a porta fechada, vai até os fundos, onde encontra o primo. Os dois entram no prédio e, minutos depois, ouvem tiros, momento em que corre em direção ao carro e encontra Patrícia baleada, e com o corpo caído sobre o banco do motorista.
Também participaram da reconstituição o coordenador Regional do Ministério Público Estadual (MPE), promotor de Tutela Coletiva Marcelo Lessa, e o promotor Fabiano Rangel Moreira.
Delegado confirma execução
Após a reconstituição, o delegado responsável pelo caso, Luiz Maurício Armond, confirmou que a vítima foi executada com tiros à queima-roupa dentro de seu carro. "Há pontos dúbios que procuramos esclarecer com esta reconstituição. Já tivemos muitos posicionamentos favoráveis, mas ainda vamos avaliar as contradições", afirmou Armond, que acrescentou:"os fundamentos das prisões são outros. Uma questão é a investigação em si. Outro ponto são as dinâmicas", ressaltou.
O também guarda municipal Genessi José Maria Filho, apontado como o homem que contratou o executor de Patrícia, não participou da reconstituição.
Já o homem apontado como executor, Jonathan Bernardo Lima, foi levado para o local, mas permaneceu no interior de uma viatura policial, já que teria se negado a participar da reconstituição.
O crime


Patrícia foi morta a tiros dentro de seu carro no último dia 13 de abril, no estacionamento da base da Guarda Ambiental (GAM), situada no antigo galpão do Ceasa, no bairro do mesmo nome, em Campos.
O marido de Patrícia foi preso no último dia 25 de abril. Antes, a polícia já havia feito buscas em seu apartamento e apreendeu aparelhos de celular, um Notebook e outros materiais no apartamento do guarda Uenderson, na rua Primeiro de Maio, no bairro Pelinca. Os aparelhos foram periciados e as ligações, investigadas. Também foram apreendidos R$ 6 mil em dinheiro, quatro cordões, anel, pulseira e vários documentos, que estavam dentro de um cofre.
No último dia 04, a Polícia Civil concluiu o inquérito de investigação da morte da analista judiciária Patrícia Manhães. Consta no inquérito que o marido da vítima, o guarda civil municipal Uenderson Mattos, 38 anos, é apontado como mandante do crime. Já o guarda municipal Genecy é apontado como o intermediário na contratação do executor Jonathan Bernardo Lima, de 33 anos, conhecido como Fofão. O anúncio foi feito durante coletiva da “Operação Aminus Lex” – expressão em latim que significa Amigos da Lei, que teve a coordenação do promotor de Justiça Fabiano Rangel, do delegado Luís Maurício Armond, do coordenador Regional do Ministério Público, promotor de Tutela Coletiva Marcelo Lessa, com participação de agentes das polícias Militar e Rodoviária Federal.