
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) anunciou que vai entrar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a desembargadora Marilia Catros Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que afirmou na sexta-feira em uma rede social que Marielle Franco, vereadora executada aos 38 anos com dois tiros na cabeça, "estava engajada com bandidos" e "não era apenas uma lutadora". O vereador Tarcísio Motta disse que o partido também deve acionar a desembargadora criminalmente.
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"De forma absolutamente irresponsável, a desembargadora entrou na 'narrativa' que vem sido feita nas redes sociais para desconstruir a imagem de Marielle, do PSOL e da luta pelos direitos humanos", afirmou o partido em nota.
Desembargadora: Marielle foi eleita pelo Comando Vermelho
A desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), disse que a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada nesta semana junto com o motorista Anderson Gomes, foi eleita pelo Comando Vermelho.
A declaração foi feita em um comentário a um post publicado pelo advogado Paulo Nader no Facebook.
“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, diz a desembargadora, sem apresentar qualquer prova que corrobore com a afirmação.
“Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ (sic) sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava. Até nós sabemos disso”, acrescenta Marilia Castro Neves. “A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim”.
A magistrada conclui seu pensamento, afirmando que “qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.
Fonte: sites de O Globo e Exame