quarta-feira, 31 de julho de 2013 - Foto: Campos 24 Horas
Presos suspeitos da morte do estuprador da menina Gabrielle no momento em que eram levados do presídio Carlos Tinoco para prestar depoimento na 146ª DP/Guarus (Leia mais abaixo)

Começou no final da tarde desta quarta-feira(31/07), na 146ª DP/Guarus, a série de depoimentos de oito detentos suspeitos da morte do estuprador Marcos de Souza Silva. Os depoimentos só terminaram no final da noite. A Polícia deve divulgar na manhã desta quinta-feira o que conseguiu apurar. Segundo fontes da Polícia, Marcos foi morto com requinte de crueldade, e teria sido violentado com pedaços de madeira antes da morte, além de ter as orelhas e os olhos arrancados. Vários objetos usados para torturar Marcos foram apreendidos no presídio Carlos Tinoco.
Segundo ainda a Polícia, nesta manhã, após os agentes verificarem que estava tudo normal, os presos foram levados para o banho de sol. Já Marcos foi colocado num local chamado de área de convivência, com pouca visibilidade para outros detentos. Foi onde ocorreu o assassinato.
Marcos de Souza Silva foi autor do estupro e morte da menina Gabrielle, em Rio das Ostras. Ele foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (31), no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos.
Confirmação da autoria do crime
Foi confirmada pela delegada da 128ª DP/Rio das Ostras, Carla Tavares, em entrevista na tarde desta terça-feira (30) que o exame realizado deu positivo para amostras de material genético de Marcos De Souza Silva, conhecido como "Mudinho". Ele é apontado como autor do estupro e morte da menina Gabrielle, de 2 anos. (Leia mais abaixo)
Testemunhas informaram a polícia que Marcos estaria rondando o local onde a menina foi encontrada morta. Ao analisar as câmeras de segurança, foi constatada a veracidade da informação.
Marcos que é usuário de crack e autor de vários furtos, está preso na Casa de Custódia, em Campos, desde o último dia 14.
De acordo com a delegada, Carla Tavares, a menina não foi retirada de dentro da casa, como foi dito pelos pais.
“Trabalhamos com a hipótese de que essa menina estava na rua diante da dinâmica dos fatos. Como o homem apontado como autor é surdo e mudo não pode relatar. Já foi encaminhado um ofício ao Conselho Tutelar para fazer o acompanhamento desta família. Também informaremos o juiz para que apure se eles deixam os filhos sozinhos em casa. Chegou ao nosso conhecimento que não é a primeira vez que isso acontece, quando a família morava em Barra de São João os pais perderam o poder familiar e ficaram um tempo sem os filhos, mas depois recuperaram”, comentou.