terça-feira, 27 de janeiro de 2015 - Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas

Ordem judicial não se discute, cumpre-se. Mas, ao decidir satisfazer o que foi determinado por uma ordem judicial para nomear uma candidata que passou em um concurso realizado em 2012, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB), se vê numa situação difícil e obrigado a cumprir uma ordem contrária à sua vontade. Segundo ele, a decisão é “estranha”, pois determina a nomeação uma pessoa para um cargo que não existe no Legislativo. E para deixá-lo numa situação ainda mais complicada, no entendimento da Procuradoria do Legislativo, o concurso está sub judice e a pessoa que passou no concurso não cumpriu os prazos exigidos pelo edital para apresentação de documentos.
Mesmo com o risco de ter problemas com o Tribunal de Contas (TCE), o presidente da Câmara afirmou na manhã desta terça-feira(26) durante o programa “Em Cima da Hora”, apresentado pelo deputado Garotinho e levado ao ar pela Educativa FM, que assinará a portaria para nomear a candidata e, assim, satisfazer o que foi determinado pela ordem judicial da juíza da 3ª Vara Civil de Campos.
O caso não deve parar por aí. A Procuradoria da Câmara anuncia providências para que o concurso seja anulado.