Caso do bebê no HGG: Família quer saber por que morte se deu após 3 dias

Familiares afirmam ao Campos 24 Horas que os médicos do HGG diziam que a menina não tinha doença grave, e que ainda não havia um neurologista


  • 28/08/2017 10h14 - atualizado às 22h53 | Foto: Divulgação e Face de Roni Miranda.
A família da menina Valentina(na foto ao lado), de 1 ano e oito meses, que morreu na manhã deste domingo(27), após três dias internada no Hospital Geral de Guarus(HGG), revelou ao Campos 24 Horas que pode entrar na Justiça para saber por que a menina morreu. Segundo a família, os médicos de plantão diziam a todo momento que Valentina  não tinha doença grave. A família informa ainda que a menina deu entrada na tarde da última sexta-feira no HGG com febre alta , diarreia e crises convulsivas.  Houve tanta revolta com a morte, que até a polícia foi chamada pela segurança do HGG na manhã de domingo, já que os parentes queriam entrar no hospital para saber o que havia ocorrido, já que ela passou por vários exames durante os 3 dias de internação e os médicos diziam que nada de grave havia sido diagnosticado. A família tem fortes suspeitas de que a menina não recebeu atendimento adequado, sugerindo que ela deveria ter sido avaliada por um neurologista. O avô materno da menina, Amauri Fagner Viana Santos, falou ao Campos 24 Horas. Segundo ele, somente após a morte da menina, na manhã de domingo, foi que uma assistente social do HGG  informou que não havia neurologista no hospital nos finais de semana. "A assistente social disse que o HGG tem neurologista só de segunda à sexta-feira. Mas, então, por que eles não transferiram a menina para o Ferreira Machado ou para outro hospital onde pudesse ser avaliada por um neurologista, já que teve sucessivas crises convulsivas?", desabafou o avô, que ainda ressaltou que a família quer justiça. O avô afirma também que a surpresa maior foi quando receberam o laudo sobre a causa da morte. "Quando foram apresentar o laudo sobre a morte da menina, já no final da tarde de domingo, apareceram duas médicas, uma se identificando como neurologista. Isso não é estranho? Se a assistente social disse pela manhã que não havia neurologista nos finais de semana, como repentinamente aparece uma depois da menina ter morrido?", indagou o avô. Uma tia da menina, de nome Marina, que foi a primeira a receber o laudo sobre a causa da morte, também falou ao Campos 24 Horas. De acordo com ela, a causa apontada no laudo foi de uma 'estomatite' que gerou um problema mais grave. "Duas médicas do hospital me disseram que a menina tinha uma estomatite que desencadeou outro problema. E aí, segundo as médicas, ocorreu algo generalizado e a menina não resistiu. E não me deram mais explicações", disse a tia. MENINA SENTIU-SE MAL EM CRECHE A avó materna da menina Valentina, a cobradora de ônibus Elaine Gonçalves Neto, de 38 anos, foi também foi ouvida pelo Campos 24 Horas.  Ela conta como tudo começou. "Valentina apareceu com uma ferida na boca e teve diarreia e febre alta na creche de Travessão. Minha filha  (a mãe de Valentina) me ligou e resolvemos levar a menina para o HGG. Antes de chegar ao hospital, a menina teve a primeira convulsão dentro do carro", disse a avó. A avó disse que sua neta já havia sido atendida na UPA,  há três meses, com febre, sendo medicada e liberada no mesmo dia. Já no HGG, a avó afirma que a menina foi submetida a exames de sangue e radiografias. "O médico de plantão na sexta-feira passada disse que não havia nada de grave com Valentina, mas mesmo assim a internou. Depois de várias convulsões, os médicos resolveram fazer novos exames no sábado. Após os resultados da segunda bateria de exames, os médicos continuaram afirmando que Valentina não tinha doença grave", destaca a avó, que finalizou dizendo que se decepcionou com o atendimento recebido no hospital. "Na manhã de domingo, quando a menina continuava tendo convulsões, chamei a médica de plantão, mas ela me recebeu de forma fria, mesmo eu dizendo a ela que menina já não respondia a nada que dizíamos. A médica demorou um pouco, mas chegou à  enfermaria. Porém, já era tarde, pois minha neta já estava morrendo", disse emocionada a avó. O caso comoveu a localidade de Travessão. O comunicador Roni Miranda, na Rádio Comunitária de Travessão, disse que os telefones da emissora não pararam durante todo o dia após a divulgação do caso, com desabafos de pessoas indignadas com as circunstâncias da morte da menina. POSIÇÃO DA PREFEITURA - A   Prefeitura de Campos informou através de nota que a criança deu entrada na unidade na última sexta-feira (25) e que todos os procedimentos necessários foram realizados. Além disso, o caso está sendo apurado juntamente com o Setor de Vigilância em Saúde. NOTA: "A superintendência do Hospital Geral de Guarus (HGG) informou que, desde que a criança deu entrada no hospital, na última sexta (25), foram adotados todos os procedimentos necessários para elucidação diagnóstica e estabilização do quadro da paciente. A direção do Hospital está apurando cuidadosamente as questões em conjunto com o setor de Vigilância em Saúde do município, diante da rápida evolução com gravidade do quadro apresentado pela criança." DA: REDAÇÃO DO CAMPOS 24 HORAS _________________________________________________________________



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