O caso do menor P.H.L.M., de 15 anos, que teria sido espancado em janeiro deste ano dentro do Guarus Plaza Shopping, em Guarus, por seguranças do local, entre eles um Policial Militar, está sendo levado para a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O pai do menor, o comerciante Gilson dos Santos Nascimento será recebido nesta sexta-feira (14), às 14h, pela presidente da Comissão, a deputada Renata Souza (PSOL).
Esse é mais um episódio de investigação do caso, que ganha maiores contornos. No final do mês de janeiro o pai do menor esteve na Corregedoria de Polícia Militar do Estado do Rio, em Campos, prestando depoimento. Na época ele contou que o órgão já tinha identificado o possível PM que teria agredido seu filho e, ainda, que as câmeras do shopping registraram o momento em que o seu filho foi conduzido "por este policial à sala de tortura", dentro do empreendimento comercial. (Leia mais abaixo)
De acordo com especialistas sobre o assunto, no desenrolar dos fatos o shopping poderá ser judicialmente responsabilizado, já que o possível espancamento se deu em uma sala nas suas dependências. Além disso, o menor contou na delegacia que, durante o espancamento, a todo momento uma arma teria sido apontada para sua cabeça.
A família do menor agora tem como preocupação a celeridade das investigações, considerando que o caso já passou pela Delegacia de Polícia, Conselho Tutelar, Ministério Público Estadual, Corregedoria da PM e, agora, Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj. A previsão é de que Ministério Público, Polícia Militar e Conselho Tutelar ainda se pronunciem sobre o caso.
NA ÉPOCA NA 146ª DP- De acordo com Boletim de Ocorrência registrado no dia 30 de dezembro na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus (Termo Circunstanciado Aditado nº 146-04720/2019-01), o crime contra o menor teria começado no estacionamento do shopping, quando a vítima (P.H.L.N.) estava com outros quatro colegas “brincando e tomando sorvete”. No Boletim de Ocorrência o comerciante afirma que os jovens estavam “brincando” e que, em determinado momento, um homem não identificado teria começado a filmar a ação do grupo. O menor teria ido tomar satisfação com o homem e, a partir daí os dois entraram em luta corporal. No relato Gilson acrescenta que o suposto agressor chama-se “Melo”. Ainda segundo ele, neste estacionamento onde teria ocorrido o crime existem câmeras que podem comprovar o fato.