Caso das supostas candidaturas 'fantasmas' em Campos na Justiça

Uma das audiências foi remarcada. Sete vereadores correm o risco de perder o mandato




12/11/2021, 17h12, Foto: reprodução/Campos 24 Horas.


(atualizado às 11h02, 13/11) - Uma das audiências de instrução e julgamento do caso das supostas candidaturas femininas 'fantasmas', em Campos, nas eleições de 2020, que ocorreria nesta sexta-feira (12) na Justiça, foi remarcada para o próximo dia 26. De acordo com informações obtidas pelo Campos 24 Horas, o promotor de Justiça designado para a audiência contra o DEM se deu por impedido. O promotor que atuou no caso está de férias, razão porque a audiência foi remarcada. As audiências das demais ações pelo mesmo motivo foram realizadas. O caso diz respeito a ações judiciais que têm como autores os suplentes Jorginho Virgílio (DC), Beto Abençoado ( SD), Fabinho Almeida (PSB), Tony Siqueira (Cidadania) e André Oliveira (Avante) contra os mandatos de vereadores eleitos de partidos que teriam se utilizado  das supostas candidaturas “fantasmas”.  (leia mais abaixo)


No dia 26, haverá audiência para alegações finais e, posteriormente, será proferida a sentença. Os vereadores eleitos que estariam sob risco da perda dos mandatos são Abdu Neme (Avante); Maicon Cruz e Pastor Marcos Elias (PSC); Rogério Matoso e Marcione da Farmácia (DEM); além de Bruno Vianna e Nildo Cardoso (PSL) e Abdu Neme (Avante).  (leia mais abaixo)


COTA DE GÊNERO - O advogado William Machado, que atua na defesa dos interesses do ex-vereador Jorginho Virgílio, candidato a vereador nas últimas eleições, disse que "alguns partidos não observaram a obrigatoriedade da cota de gênero, ou seja, o que estabelece o mínimo de representatividade nas candidaturas entre homens e mulheres".  (leia mais abaixo)


O que foi demonstrado à Justiça, segundo ele, foi o lançamento de candidatura feminina  de "fachada" ou "laranja" com o objetivo de obedecer a cota mínima de representação feminina na Câmara Municipal.  (leia mais abaixo)


Outro fato demonstrado, segundo o advogado, foi a existência de maquiagem contábil simulando a utilização de recursos em campanha que de fato não ocorreram. Outro fator que pesa contra os partidos e vereadores eleitos que lançaram mão destas candidaturas de “fachada” foi a ausência de movimentação financeira na prestação de contas, a falta de engajamento político por parte de algumas candidatas, além de algumas candidatas terem feito campanha para outros candidatos à vereador.  (leia mais abaixo)


No PSL, entre as candidaturas menos votadas sete são mulheres, sendo que duas não receberam nenhum voto. Já no PSC, as nove candidaturas com menor votação são do sexo feminino, sendo duas com menos de oito votos.