Caso Boi Bom: MP pede condenação de denunciados

Audiência da ação que tramita na 2ª Vara Criminal de Campos será dia 15


   Foto: Campos 24 Horas/arquivo  2015 Está marcada para o próximo dia 15, a primeira audiência da fase de interrogatórios no escândalo Boi Bom, cuja ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), tramita na 2ª Vara Criminal de Campos. No total, seis pessoas foram denunciadas pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Entre os denunciados estão Hugo Cecílio de Carvalho, Maria Nilza Pereira Miquelotti (esposa de Hugo), o advogado e contador português Luiz Felipe da Conceição Rodrigues, Osnildo Dagoberto Bichi e Carlos Jorge da Silva Francisco (sócios de Hugo), e ainda Mariana Neves Peres. As 45 testemunhas arroladas no processo já foram ouvidas pela Justiça. Na ação, o promotor Marcelo Lessa pede que os réus se abstenham de comercializar, realizar oferta ou publicidade de produtos que façam referência à marca sob pena de multa diária de R$ 50 mil, indenizem os consumidores por danos morais e materiais, e o coletivo por dano moral. O processo segue em segredo de justiça. Escândalo foi a público no ano de 2011 O "Escândalo Boi Bom" como ficou conhecido o caso, vem sendo noticiado desde 2011, quando o Ministério Público Estadual iniciou em maio uma investigação por uma disputa entre duas empresas com a mesma marca - Boibom, sendo uma em Campos e outra em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A investigação seu deu por conta de uma denúncia dos proprietários da Boi bom Carnes Ltda. de Campos, Antônio e Cláudio Duarte de que outras empresas estariam falsificando a marca na venda de produtos. Após a denúncia, o MP fez uma operação, em maio de 2011, no frigorífico em outras empresas de Hugo Cecílio, em Cabo Frio e em Campos. Inicialmente o objetivo era recolher provas de uma suposta falsificação de produtos Boi bom. No entanto, o MP encontrou documentos e anotações que indicavam suspeitas de outras fraudes como o uso de "laranjas", agiotagem com políticos e empresários e sonegação fiscal. As fraudes envolvem também as prefeituras de Cabo Frio e Três Rios. No total, foram recolhidos cerca de R$ 1,6 milhão, 38 computadores, documentos contábeis, produtos com a utilização indevida da marca Boi bom (de propriedade de Boi bom Carnes Ltda.), e um cofre com documentos e moeda estrangeira.



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