Casa de Sérgio Cabral: protestos, confusão e bombas


quarta-feira, 17 de julho de 2013    -    Foto: O Dia online

Manifestantes atearam fogo a um boneco representando o governador do Rio (Leia mais abaixo)

casal de cabral 2manifestantes em frente a casa de CabralUm grupo de manifestantes conseguiu entrar na Rua Aristides Espínola, onde mora o governador Sérgio Cabral, no Leblon, Zona Sul do Rio, e atiraram fogos de artifício em direção aos PMs, que reagiram disparando bombas de gás e balas de borracha nos ativistas. O fato0 se deu por voltta das 22h desta quarta-feira(17/07). Em represália, os manifestantes depredaram bancas de jornal, palcas de trânsito, árvores e atearam fogo na entrada da via. Ainda não há informações sobre feridos ou detidos.

Policiais avançaram em direção aos manifestantes pelas ruas adjacentes atirando bombas de gás lacrimogênio a esmo. Muitos correram para as areias da Praia do Leblon. Neste momento, os PMs se dividem em frentes e percorrem as vias do bairro. A fachada de uma loja de roupas e a portaria do shopping Leblon Office Towers foram destruídas. Comerciantes fecharam as portas após o início da confusão e muito lixo foi jogado no asfalto e incendiado.

O protesto, que reúniu mais de mil pessoas e reinvidicou a saída de Sérgio Cabral do Governo Estadual, a desmilitarização da PM, o fim da privatização do Maracanã, entre outras demandas, seguia sem registrar incidentes.

Pelo Twitter, a Polícia Militar alegou que "cerca de 30 pessoas vestidas de preto estão pichando e depredando veículos na Ataulfo de Paiva e jogando pedras nos policiais na Avenida General San Martin". A corporação alegou ainda na rede social que "manifestantes preparavam um novo ataque aos policiais".

Início (Leia mais abaixo)

Manifestantes que estão reunidos desde as 17h em frente à rua onde mora o governador do Rio, Sérgio Cabral, decidiram interromper totalmente o trânsito na Avenida Delfim Moreira, principal via da orla no bairro Leblon, na zona sul da capital fluminense. O número de pessoas é grande e reúne principalmente jovens, que carregam cartazes com dizeres contra a corrupção e pedindo investigação sobre escândalos políticos.

A rua onde mora o governador foi bloqueada desde o início da tarde com grades de ferro e segue protegida por cerca de 60 policiais militares usando escudos e capacetes. Pelo menos 15 viaturas da Polícia Militar estão estacionadas em frente à residência de Cabral, incluindo um caminhão que lança jatos de água.

Com o bloqueio da via, alguns motoristas ficaram cerca de 15 minutos parados, mas retornaram com a ajuda dos próprios manifestantes. A polícia só observa a ação das pessoas, sem intervir. Um grupo de policiais, que resolveu passar entre os manifestantes, chegou a ser cercado e hostilizado pela multidão, mas não reagiu.

Os manifestantes reivindicam a abertura de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) sobre o uso, pelo governador, de helicópteros do estado para fins particulares e sobre as relações do governo com a Construtora Delta. A pauta inclui também a desmilitarização da polícia, contra a privatização do Maracanã (Estádio Jornalista Mário Filho), a demolição do prédio do antigo Museu do Índio e contra as remoções compulsórias de famílias por causa das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

(Leia mais abaixo)

 

 



fique bem informado