Ex-ministros de Estado, economistas, juristas e representantes da sociedade civil divulgaram uma carta de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise enfrentada pela Corte.
O documento afirma que as medidas adotadas pelo ministro buscam preservar a autoridade do tribunal e garantir, com respeito ao devido processo legal, uma apuração rigorosa e imparcial dos fatos e das acusações que vieram a público nas últimas semanas.
Entre os signatários citados estão os economistas Armínio Fraga e Pérsio Arida, os juristas Miguel Reale Jr. e José Eduardo Martins Cardozo, o presidente da CUT, Sergio Nobre, e fundadores da Natura.
A carta também defende ampla transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para 15 de setembro. Segundo os signatários, a reunião deve ser pública, conforme o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal.
O grupo classifica o momento como uma grave crise institucional e sustenta que a apuração dos fatos e a eventual responsabilização de quem tenha violado a lei ou a dignidade do cargo são necessárias para recuperar a confiança nas instituições.
O texto ainda propõe reformas para fortalecer a colegialidade do STF, a imparcialidade dos julgamentos, a prevenção de conflitos de interesse, os padrões de conduta e a transparência da Corte.
Fonte original: Jovem Pan