Carros apreendidos em Campos são levados para depósito envolvido em operação

Alvos são policiais militares e um policial civil, além de um Guarda Municipal


  • 11/04/2019 08h14 Foto: Paulo Henrique Cardodo/Inter TV Dois homens acusados de participar de um esquema de cor.

Dois homens acusados de participar de um esquema de corrupção no recolhimento e liberação de veículos apreendidos em operações de trânsito foram presos na manhã desta quinta-feira (11) em Rio das Ostras (RJ). Inclusive, vários carros apreendidos no último fim de semana em dois pontos de Campos durante operações da Lei Seca, foram levados para o depósito municipal da cidade de Cordeiro, do mesmo grupo que foi alvo da operação de hoje com prisões em Rio das Ostras. O fato causou transtornos aos campistas que tiveram carros apreendidos, visto que os veículos deveriam ser levados para o Depósito Público Municipal Pátio Norte, situado a cerca de 20 minutos do Centro da cidade. O Governo ainda não informou o porquê da remoção dos carros apreendidos em Campos para a cidade de Cordeiro, localizada a 160 quilômetros de Campos.

A Operação Top Up investiga os crimes de corrupção passiva, peculato e quebra de sigilo de dados. Washington de Oliveira Magalhães é dono da empresa responsável pelo depósito municipal para onde os veículos apreendidos por irregularidades são levados. Ele foi preso pelo crime de corrupção passiva e estava em um prédio no Centro de Casimiro de Abreu, distrito da cidade. (Leia mais abaixo)

Já Celso Alves é acusado de um esquema de troca de peças de veículos e também foi preso na manhã desta quinta na Ogiva, em Cabo Frio.

Ao repórter da Inter TV, Washington de Oliveira Magalhães afirmou que não entende o motivo da prisão dele

A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Celso Alves.

As investigações apontam para um esquema de propina na apreensão e liberação de carros. Os mandados são para prender nove policiais militares e um civil, além de um Guarda Municipal.

A polícia também apreendeu um notebook no carro do empresário e cumpre mandado de busca e apreensão na empresa dele. O equipamento eletrônico será analisado com o objetivo de avaliar se contém provas. (Leia mais abaixo)

A Operação é realizada pelo Gaeco, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Civil e com o apoio da própria Polícia Militar através do 35º Batalhão da PM.

Fonte: Redação e G1



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