Carla Machado: Odisseia garante que deputada não tem interesse em sair do PT

Membros do PT de Campos falam ao Campos 24 Horas sobre situação da deputada pré-candidata a prefeita de Campos e comentam sobre possível “punição” anunciada pelo vice-presidente do partido




07/12/2023, 06h02, Fotomontagem: Campos 24 Horas.


A deputada Carla Machado não tem interesse em sair do PT, informou a presidenta do diretório municipal em Campos, Odisseia de Carvalho, nesta quarta-feira (06/12), em contato com a reportagem do Campos 24 Horas. “Estive ontem com a Carla num ato realizado na Assembleia Legislativa. Ela me disse que não sabe de onde tem surgido essas especulações de sua saída do PT para disputar a prefeitura por outro partido. E que não há de sua parte nenhum interesse em sair do PT. Sendo assim, ela é também nossa pré-candidata às eleições do próximo ano, assim como o professor Jéfferson Manhães Azevedo e o sindicalista Helinho Anomal”, disse Odisseia, que ainda comentou a respeito das condições de elegibilidade da deputada para disputar a prefeitura. O coordenador de Comunicação do PT em Campos, Gilberto Gomes, também conversou com a reportagem do Campos 24 Horas sobre o assunto. Enquanto isso, na Alerj, Carla Machado tem feito movimentos ambíguos. A deputada votou a favor de um projeto de concessão da Medalha Tiradentes à ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, enquanto o PT recomendou aos deputados do partido que votassem de forma contrária. (Leia mais abaixo)


A presidente do diretório do PT em Campos acrescenta que ainda não conversou com o deputado federal Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido, sobre suas declarações ao portal Agenda do Poder, repercutidas pelo Campos 24 Horas, de que Carla seria punida com a perda do mandato, caso viesse a se desfiliar do PT e ingressar em outra legenda para disputar a prefeitura de Campos. (Leia mais abaixo)


“Eu ainda não conversei com o Quaquá, e nem sei se ele realmente falou naqueles termos.  São especulações que surgem neste período pré-eleitoral, como a de que a Carla seria a candidata do grupo do Bacellar”, afirmou. (Leia mais abaixo)


Odisseia admite que Carla ainda precisa ter a segurança quanto à suas condições de elegibilidade para disputar a prefeitura. “Existe ainda essa pendência, estamos fazendo uma consulta, há ainda muito tempo para uma decisão, até porque a convenção para escolha do candidato ou a candidata será ainda no próximo ano. O certo é que se ela for a candidata do partido terá o apoio do Jéferson e do Helinho Anomal. Da mesma forma se um e o outro for candidato será apoiado pela Carla Machado”.  (Leia mais abaixo)


MUITA ESPECULAÇÃO - O coordenador de Comunicação do PT, Gilberto Gomes, também conversou com a reportagem do Campos 24 Horas. “Há muita especulação, mas a Carla não deu nenhuma declaração de que estaria disposta a sair do PT para disputar a prefeitura por outra legenda. Assim, o PT de Campos considera que o partido tem dois pré-candidatos à prefeitura para a eleição do próximo ano, a Carla e o professor Jeferson Machado. Mas estamos de acordo com as declarações do deputado Quaquá na questão da infidelidade partidária que prevê, sim, a perda do mandato, prevista pela Justiça Eleitoral e pelo próprio estatuto do partido”, declarou. (Leia mais abaixo)


Gilberto inclusive lembrou que não há a menor chance da direção petista apoiar uma candidatura que não conte com a aprovação da chancela da federação partidária do campo progressista, formada também pelo PC do B e PV, além do PT.  (Leia mais abaixo)


A pré-candidatura de Carla Machado à prefeitura de Campos tem sido estimulada pelo presidente da Câmara Municipal, Marquinho Bacellar(SD), que já inclusive declarou apoio à ex-prefeita de São João da Barra, caso ela resolva entrar no páreo no próximo ano para tentar impedir o projeto de reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP).  (Leia mais abaixo)


DOMICÍLIO ELEITORAL - A deputada estadual inclusive acaba de transferir seu título eleitoral para Campos, mas não está sozinha no PT em sua aspiração de ser candidata. No partido há ainda o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), que tem feito movimentos consistentes junto à cúpula do partido e conta com o apoio do diretório estadual e da direção nacional para sua candidatura, segundo afirmou o próprio Gilberto Gomes, que destacou, no entanto, a importância de Carla para o PT.  (Leia mais abaixo)


“Embora sua candidatura esteja enfrentando um questionamento quanto a sua inelegibilidade, a Carla Machado é um quadro importante do PT em Campos para a construção do projeto que o partido tem para Campos, que é um projeto maior, algo de médio e longo prazo. (Leia mais abaixo)


OSCILAÇÕES - Na Alerj, Carla Machado tem feito movimentos ambíguos. A deputada votou a favor de um projeto de concessão da Medalha Tiradentes, a mais importante do Parlamento fluminense, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro.  (Leia mais abaixo)


Quase ao mesmo tempo, Carla encaminhou projeto para a conceder a mesma honraria à presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O projeto ainda se encontra em tramitação na Alerj.  (Leia mais abaixo)


O PT recomendou aos deputados na Alerj que votassem contra a concessão da medalha a Michele. Carla, no entanto, alegou ter votado a favor para tentar conquistar os votos dos deputados conservadores da direita à sua proposta em conceder a mesma homenagem à presidente do PT.   (Leia mais abaixo)   


Pela legislação eleitoral, o deputado só pode mudar de partido se cumprida pelo menos uma das condições a seguir:  

- se o partido tiver sido incorporado ou fundido a outro;  

- se o deputado estiver migrando para um partido recém-criado;  

- se for verificado desvio no programa partidário;  

- se o deputado tiver sofrido grave discriminação pessoal no partido;  

- se a mudança ocorrer no período da janela partidária (período de 30 dias no ano eleitoral em que são permitidas trocas partidárias).  

-Se contrariar a regra, o parlamentar pode ser enquadrado em infidelidade partidária e perder o mandato.